Ibovespa freia após rali e atravessa setembro com gringo comprador e eleição no radar
O Ibovespa ( IBOV ) vem atravessando setembro praticamente de lado, à espera de uma definição.
Depois de se aproximar dos 190 mil pontos no início do mês , o índice passou a oscilar em uma faixa mais estreita , sem confirmar até agora nem a retomada do rali nem uma correção mais profunda .
Nesta quarta-feira (23), o índice fechou em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos , depois de variar entre a mínima de 185.676 e a máxima de 188.772 pontos .
Ao longo da sessão, a Bolsa chegou a avançar, com apoio principalmente de Petrobras ( PETR4 ) e da recuperação do petróleo, mas perdeu força e voltou ao campo negativo.
A lateralização ocorre em meio a forças que atuam em direções diferentes.
O investidor estrangeiro mantém saldo comprador na B3 em setembro, enquanto os institucionais domésticos seguem com retiradas líquidas.
Ao mesmo tempo, a eleição presidencial entra na reta final com pesquisas apertadas, em um ambiente ainda marcado por dúvidas fiscais, mudança no diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, volatilidade das commodities, principalmente petróleo , e resistências técnicas próximas no Ibovespa.
Essa pausa sucede uma mudança rápida de direção do mercado.
Depois de recuar da máxima histórica de abril ( 199.354 pontos, em 14/04 ) e tocar a região dos 164.835 pontos em agosto , o Ibovespa reagiu e emendou uma sequência de altas a partir de meados daquele mês.
O avanço levou o índice novamente para perto dos 190 mil pontos no começo de setembro .
Desde então, o movimento perdeu velocidade e deu lugar a uma fase de consolidação.
Ibovespa – gráfico diário: recorte mostra a queda desde a máxima histórica de abril, a reação a partir da região dos 165 mil pontos e a consolidação perto dos 186 mil em setembro.
Linhas coloridas representam médias móveis; faixas horizontais indicam suportes e resistências.
Elaboração: Alex Carvalho.
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