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O epílogo eleitoral de Lula: do boato de que desistiria até a virada histórica

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O epílogo eleitoral de Lula: do boato de que desistiria até a virada histórica

Diante da crise de popularidade do governo e do presidente da República, a classe política especulou durante meses sobre a possibilidade de Lula não concorrer à reeleição em 2026.

Em conversas reservadas, dizia-se que ele poderia abrir mão da candidatura por medo de ser derrotado no capítulo final de sua jornada eleitoral.

A desistência, como se sabe, não ocorreu.

Lula insistiu na candidatura por vários motivos.

Um deles era evitar que o PT perdesse musculatura.

Deu certo.

Apesar da onda bolsonarista na eleição legislativa deste ano, o partido preservou suas posições no Congresso.

Na Câmara, a legenda elegeu 70 deputados, dois a mais do que em 2022, e continuará com a segunda maior bancada, atrás do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, com 121 parlamentares.

No Senado, os petistas manterão nove cadeiras a partir de 2027, mas subirão da quinta para a segunda maior bancada — de novo, atrás do PL, com 29.

Nas corridas estaduais, a legenda conseguiu vencer de novo na Bahia, no Ceará, no Piauí e no Rio Grande do Norte.

Como na campanha passada, elegeu quatro governadores.

Sem Lula na urna, o desempenho petista provavelmente seria pior, já que o presidente sempre foi maior do que a sigla — e sempre serviu de cabo eleitoral de luxo para os companheiros.

Continua após a publicidade Epílogo da biografia Além de se preocupar com o futuro da sigla que fundou, Lula continuou no páreo, apesar de a maioria da população rejeitar seu governo, porque sempre acreditou que venceria Flávio Bolsonaro .

De início, soberbo, até achou que levaria com facilidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.

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