Reforçado policiamento nas zonas turísticas de Lisboa após mulher ser baleada na Baixa
O dispositivo policial, nota o gabinete do ministro Luís Neves, já tinha sido aumentado no mês de junho. Será agora "mantido e ajustado em função de uma avaliação permanente da situação, locais, horários e ocorrências verificadas". O objetivo é assegurar "uma presença policial visível e capacidade de intervenção nas zonas de maior concentração de residentes e turistas".
Na nota, é igualmente referido que, após a ocorrência de ontem na Baixa lisboeta, o ministro da Administração Interna se reuniu com a PSP e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, que reforçará a "fiscalização das atividades comerciais ilícitas" nesta zona "através da Polícia Municipal e dos serviços competentes".
"Independentemente de se ter tratado de uma situação pontual, o recurso a armas de fogo em plena via pública, numa das zonas de maior concentração de residentes e turistas da cidade, exige uma resposta firme", insiste o Ministério.
A situação ocorrida ontem, por volta das 18:30, na Rua Augusta em Lisboa, um dos locais mais visitados da cidade, aconteceu na sequência de uma discussão entre dois homens, que, segundo o Correio da Manhã (CM), são conhecidos por vender droga na Baixa.
O atirador disparou na direção do rival, mas falhou o tiro e acabou por atingir no abdómen uma turista sueca, que, avança o mesmo jornal, estava a comprar pastéis de nata no interior de um estabelecimento.
A mulher foi assistida no local e levada para o Hospital de São José. A Euronews entrou em contacto com esta unidade hospitalar para obter mais informações sobre o estado de saúde da turista de 42 anos, mas não obteve resposta até à hora de publicação da notícia.
Na manhã desta quarta-feira, a Polícia de Segurança Pública (PSP) levou a cabo buscas na casa do suspeito e deteve-o. O homem, que será presente a tribunal, já era conhecido das autoridades e estava identificado num processo de violência doméstica, de acordo com o CM.
A Euronews tentou confirmar estes dados junto da PSP, que não respondeu a tempo deste artigo.
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