TJMS fica em 24º entre 27 tribunais em ranking de transparência
O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) ficou na 24ª colocação entre os 27 tribunais estaduais no Ranking da Transparência do Poder Judiciário de 2026.
Na prática, a Corte sul-mato-grossense aparece entre as quatro últimas do país na avaliação que verifica quais informações de interesse público estão disponíveis e quão acessíveis elas são para o cidadão.
O resultado chama atenção porque 2026 foi justamente um ano de avanço no acesso às informações do Judiciário brasileiro.
Dos 94 órgãos avaliados pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), 44 cumpriram 100% dos requisitos.
No ano passado, apenas 19 haviam alcançado a pontuação máxima.
Entre os tribunais de Justiça dos estados, 14 chegaram a 100% neste ano.
O ranking não mede a qualidade das decisões dos desembargadores, nem se um processo demora mais ou menos para ser julgado.
O foco é outro: quanto o cidadão consegue enxergar sobre o funcionamento administrativo do tribunal.
São avaliadas 83 questões distribuídas em 11 áreas.
Entram na conta informações sobre gestão, audiências e sessões, Serviço de Informação ao Cidadão, ouvidoria, tecnologia, orçamento e finanças, licitações e contratos, gestão de pessoas, auditorias e prestação de contas, sustentabilidade e acessibilidade.
Isso significa que transparência, neste caso, passa por questões bastante concretas.
É possível saber quanto o tribunal gasta? Os contratos estão disponíveis? É fácil localizar informações sobre licitações? Os dados sobre servidores e gestão de pessoal podem ser consultados? O calendário das sessões está acessível? Há ferramentas para que o cidadão peça informações e acompanhe a administração da Corte? É justamente por envolver dinheiro público e decisões administrativas que a posição do TJMS interessa não apenas a advogados ou servidores do Judiciário.
Por que importa? O Judiciário estadual de Mato Grosso do Sul movimenta uma estrutura bilionária.
Dados do Justiça em Números 2026 mostram que o TJMS teve despesas de aproximadamente R$ 1,78 bilhão em 2025, além de contar com 217 magistrados e 5.838 servidores.
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