Fim da idade máxima: pessoas com mais de 70 anos agora podem doar sangue
A partir de outubro, uma antiga regra que limitava a doação de sangue no Brasil deixará de existir: quem já tinha o hábito de contribuir com bancos de sangue poderá continuar fazendo isso mesmo após os 70 anos , desde que permaneça saudável.
A nova normativa faz parte de uma portaria publicada em julho que alterou uma série de regras sobre a hemoterapia no Brasil, facilitando o acesso ao serviço e a manutenção de bons níveis nos estoques.
Entenda o que muda.
Como vai funcionar a doação acima dos 70 anos Antes, mesmo pessoas que já eram doadoras habituais precisavam interromper o hábito após completar 70 anos.
Com a nova regra, deixa de haver um limite rígido : basta que a pessoa esteja apta a retirar sangue sem prejuízo à própria saúde que a doação continua autorizada.
Há, no entanto, um ponto importante a considerar: a possibilidade de seguir contribuindo com os bancos de sangue após os 70 só foi liberada para os chamados doadores de repetição , isto é, aquelas pessoas que já doavam antes de chegar a essa idade.
Ela não se aplica a novos doadores .
Continua após a publicidade A análise se o idoso está apto a doar cabe ao serviço de hematologia que realizará a coleta e é feita pelos próprios profissionais que atuam no local.
Por que idosos não podiam doar? O velho limite às doações acima dos 70 anos se baseava na maior probabilidade de que idosos acima dessa idade viessem a ter problemas de saúde por ceder o próprio sangue.
Além de um risco maior de problemas crônicos que podem ser afetados pela perda temporária de volume sanguíneo, havia poucos estudos sobre a segurança de uma doação em idades avançadas.
Segundo o Ministério da Saúde, a flexibilização da regra responde ao aumento da expectativa de vida da população brasileira.
Também existe uma confiança maior de que a doação é segura no caso de pessoas que já faziam isso regularmente antes de chegar aos 70.
Continua após a publicidade Portaria também mudou outras regras A portaria publicada em julho, e que passa a valer em outubro, não se limitou aos limites de idade para doação.
Outras novidades relevantes incluem: Redução do tempo de espera para pessoas temporariamente impedidas de doar sangue, conforme o caso (em geral, situações que antes exigiam 6 meses de espera foram reduzidas para 4 meses, mas também há situações em que o tempo é de apenas alguns dias); Mais exames de triagem para detectar doenças (testes que já eram usados para identificar problemas como HIV e hepatites virais também passam a contemplar a malária ); Prazo estendido para aproveitamento de concentrados de plaquetas (de 5 para 7 dias) O detalhamento de todas as alterações pode ser conferido na própria portaria GM/MS 11.685/2026 , que estabeleceu as novas normas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.