Durigan sugere novo corte linear nos gastos tributários em próximo mandato de Lula
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , sugeriu a implementação de um novo corte linear nos gastos tributários caso seu grupo político permaneça à frente do governo federal.
“Por que a gente não faz um novo ajuste desses? Com um corte de 5% ou 10%”, disse durante um evento do grupo Esfera Brasil, que reúne grandes empresários, nesta segunda-feira, 14, em São Paulo.
Durigan criticou a ideia de “caixa preta” dos benefícios tributários, ou seja, a falta de transparência em relação às benesses pelo governo às empresas.
“Temos que seguir revendo os benefícios tributários no Brasil todos os anos”.
Ao resumir a filosofia fiscal que um quarto governo Lula deveria seguir, Durigan disse: “Reduzir as despesas e rever benefícios tributários, essa é a receita”.
O ministro também tocou em medidas de desburocratização ao argumentar pelo fim da declaração de Imposto de Renda (IR) por pessoas físicas.
Em um contexto eleitoral no qual o candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL), defende um corte radical (ou “tesouraço”) no tamanho do Estado brasileiro, Durigan ofereceu outra visão ao defender “Estado forte e mercado forte”.
Segundo o ministro da Fazenda, ambos têm papel relevante na promoção de investimentos.
“O Estado não tem que ser grande nem pequeno, tem que ter o tamanho adequado para atender às demandas da sociedade”, disse durante o evento do Esfera.
Continua após a publicidade O quadro fiscal tem efeito nos juros elevados praticados no Brasil, reconheceu o ministro, mas também relativizou a situação do Brasil ao comparar seu desafio com o de outros países.
“Os Estados Unidos, a Europa e o Japão, todos estão pagando juros elevados”, disse Durigan.
O ministro aponta que o contexto geopolítico volátil, envolto pelo protecionismo americano e guerras, tem pressionado as economias e os bancos centrais de todo o mundo.
De todo modo, o Brasil deve ter “o compromisso de melhorar o fiscal todos os dias”.
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