“Pagou com a vida, mas não basta”: clima em velório é de revolta com feminicídio
O velório da comerciante Vera Lúcia Rossate da Cunha, de 59 anos, começou sob clima de revolta na noite desta quinta-feira (17), em Campo Grande.
Para a família, a morte de Judicrei Rossate da Cunha, de 57 anos, logo após assassinar a irmã, não foi suficiente para encerrar a sensação de impunidade deixada pelo feminicídio.
“Ele pagou com a vida dele, mas, para nós, não é suficiente.
Como filho, ele é um assassino.
Não tem outra palavra para dizer”, afirmou Franklin Rossatte, filho da vítima, durante a despedida.
Judicrei não será velado.
Segundo Franklin, o corpo seguirá diretamente para o sepultamento, mas a data não foi informada.
O filho de Vera disse não saber quando ocorrerá e que também não deseja saber, tamanha a sua revolta com a tragédia.
Vera deixou dois filhos e um neto.
Judicrei deixou duas filhas.
Eles integravam uma família de cinco irmãos, conhecida, conforme Franklin, por manter uma convivência próxima e realizar encontros frequentes.
“É chocante.
É uma sensação de revolta, porque o que ela queria fazer era ajudar.
Esse era o sentimento dela o tempo todo, tentar ajudar ele.
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