‘Máfia das cantinas’: 22 são denunciados por fraude em presídios do RJ
O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou 22 pessoas por suspeita de integrar uma organização criminosa que teria controlado, entre 2015 e 2024, as licitações para exploração comercial de cantinas em presídios do estado .
Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos .
Entre os apontados como integrantes do núcleo de comando estão Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza, que é policial penal, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva.
A denúncia também cita o então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, Rafael Rodrigues de Andrade.
Segundo o MPRJ, ele teria favorecido o grupo ao desclassificar empresas que não participavam do cartel.
Nesta terça-feira (1º), a CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) cumpre mandados de busca e apreensão contra os denunciados .
As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa e são cumpridas em endereços na capital, em Mesquita e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Leia Mais Primeiro fim de semana do Rock in Rio deve ter frio e chuva; veja previsão Polícia Civil faz operação contra monopólio de internet do TCP no Rio Rio registra rajadas de vento de quase 70 km/h; Defesa Civil emite alerta Os 22 denunciados respondem por organização criminosa e fraude em licitação .
De acordo com a investigação, empresas que apareciam como concorrentes nos processos licitatórios estariam submetidas a um mesmo grupo de controle.
Em uma licitação realizada em 2019 , os investigados teriam vencido 38 dos 40 lotes de cantinas disponibilizados .
Segundo o MPRJ, o grupo também teria adotado estratégias para desclassificar empresas que não faziam parte do esquema.
O Ministério Público pediu ainda que os denunciados sejam condenados ao pagamento de R$ 25 milhões para reparar os danos causados aos cofres públicos .
A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos investigados e mantém espaço aberto para manifestação.
Segunda fase da operação A ação desta terça-feira é a segunda fase da Operação Snack Time , deflagrada pelo GAECO/MPRJ em novembro de 2024.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.