Colar milionário de Neymar vira pista em investigação sobre ouro roubado
Um colar de ouro com pedras preciosas, avaliado em R$ 2 milhões e presenteado pelo influenciador Buzeira ao jogador Neymar em dezembro de 2023, acabou entrando no radar da Polícia Civil de São Paulo e ajudou a abrir uma investigação sobre a origem do material utilizado na peça.
A apuração avançou e chegou a uma rede suspeita de roubar, receptar, derreter e revender joias no estado.
Nesta segunda-feira (24), a Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Ouro Reverso, com mandados de prisão e de busca e apreensão em São Paulo e Guarulhos.
Neymar não é investigado e, até o momento, não há indicação de que o jogador tenha qualquer participação no esquema.
Colar de R$ 2 milhões chamou atenção da polícia O caso começou a ganhar atenção em dezembro de 2023, durante o cruzeiro Ney em Alto Mar.
Na ocasião, Buzeira entregou a Neymar um colar de ouro com pedras preciosas e uma coroa esculpida.
O influenciador afirmou publicamente que a peça valia R$ 2 milhões.
A entrega foi registrada e divulgada nas redes sociais.
Segundo a investigação, as publicações chamaram a atenção dos policiais, que já acompanhavam Buzeira em outra apuração relacionada a suspeitas de irregularidades em rifas pela internet.
A partir das postagens, os investigadores chegaram ao joalheiro Douglas Bonetti Rocha, conhecido como “Jimmy”, identificado como responsável pela fabricação da peça.
Joalheiro foi ouvido pela Polícia Civil Douglas foi intimado e prestou depoimento em janeiro de 2024.
Segundo a investigação, ele afirmou que comprava ouro de diferentes fornecedores e também em leilões da Caixa Econômica Federal.
O joalheiro, porém, não conseguiu esclarecer a procedência de todo o material utilizado.
A partir daí, a Polícia Civil abriu uma nova investigação para apurar a origem do ouro.
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