Passagem de ônibus fica mais barata no Nordeste; confira
O preço médio da passagem de ônibus no Brasil caiu em 1,1% em agosto de 2026, na série sem ajuste sazonal.
O Nordeste foi a região que registrou maior queda no país, com 2,1%, em comparação com julho deste ano.Os dados são do Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), calculado em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).A região acompanhou o movimento de retração liderado pelo Centro-Oeste (-5,6%) e pelo Norte (-5,0%), enquanto a Região Sul foi a única a registrar leve alta (+0,1%).
Com o ajuste sazonal aplicado, a variação do Nordeste passa a uma alta moderada de +0,3%.
A queda consecutiva nos preços acompanha a redução no preço do diesel, que no mesmo período, recuou 0,8%, de acordo com dados do Índice de Pesquisa ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Queda nos preços da BahiaDe acordo com o relatório IRCB de julho de 2026, a Bahia registrou uma queda de 2,1% no preço médio da passagem de ônibus.
Foi o único estado a registrar uma queda acima de 2% no mês anterior.A Bahia também foi um dos estados que destacou entre as maiores variações da série histórica que se iniciou em dezembro de 2017, registrando alta de 76,7% em nove anos.
O estado fica atrás apenas do Pará (88,4%), Rondônia (82,6%), Ceará (81,5%) e Goiás (79,7%).Tipo de ViagemO recorte por tipo de viagem mostra onde a acomodação de preços foi mais forte.
O segmento interestadual teve o maior recuo, de 5,5% na série sem ajuste sazonal entre julho e agosto - variação que se torna uma leve alta de 0,3% com o ajuste aplicado, indicando que a maior parte da queda nominal decorre do calendário do período.
Já o intermunicipal, mais ligado a deslocamentos de rotina, teve variação positiva tanto sem ajuste (+0,2%) quanto com ajuste sazonal (+0,6%).Categoria de viagensTambém houve variação entre as classes de serviços, em agosto de 2026:Leito: -5,3%Semileito: -3,2%Executivo: -2,7%Convencional: 0,6%Com o ajuste sazonal aplicado, o quadro se equilibra: semileito (+0,8%), convencional (+0,5%) e executivo (+0,4%) passam a registrar alta moderada, enquanto cama (-0,1%) e leito (-0,4%) têm variações discretas.Quanto mais distante, mais baratoPor distância percorrida, os trechos de longa distância (acima de 400 km) tiveram o maior recuo entre os recortes, de 3,9% sem ajuste sazonal — a maior economia para quem viaja para destinos mais distantes.
Já as viagens de curta distância (até 100 km), foram as únicas a subir de forma consistente no mês, com alta de 1,7% sem ajuste e 1,1% com ajuste sazonal."A gente acompanha de perto a experiência de quem viaja de ônibus.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.