Selvagens à Procura de Lei mostra vigor e senso crítico afiado em “PIVETE”, seu novo disco
É curioso que a banda cearense Selvagens à Procura de Lei tenha batizado seu novo álbum como PIVETE , já que a essa altura do campeonato, o quarteto já esteja consolidado no time de gente grande do rock brasileiro.
Em seu novo trabalho, a banda liderada por Gabriel Aragão mostra que não apenas tem vigor e vontade de seguir tocando, como expande territórios, temáticas e sucede muito bem o ótimo Y , lançado em 2025 após a fase mais turbulenta da banda.
Novo disco, Novos Rumos, Velhas Raízes Crédito: Igor de Melo No ano passado, a Selvagens superou o momento mais difícil da carreira com muita música.
Em Y , tudo se conectava com o fato de que o grupo havia passado por uma ruptura entre Gabriel e seus outros três integrantes, desde o título cuja letra simboliza um caminho que se transforma em outros dois, até a capa e canções como “Daqui Pra Frente” .
Como eu escrevi aqui na ocasião , o álbum tinha ares de uma sessão de terapia aberta ao público, e podemos ficar orgulhosos do resultado do tratamento, já que a mensagem de que “tudo, tudo, tudo vai ser diferente” não ficou só na teoria.
Em PIVETE , a banda conta com diversos convidados especiais para tratar de temas que vão muito além das relações pessoais, e abre debates sobre política, sociedade, inteligência artificial e muito mais.
Em “GUERRA” , por exemplo, conta com o ambientalista e pensador brasileiro Ailton Krenak para falar sobre o mundo difícil em que vivemos e as duras questões sociais e ideológicas que parecem colocar o mundo todo em um grande embate.
Seu aclamado livro, Futuro Ancestral , aparece nos braços de Gabriel na capa, inclusive.
Continua após o vídeo Algo parecido acontece na ótima e roqueiríssima “Quem Eles São?” , que conta com Andre Frateschi e desabafa sobre “aqueles que não conhecem o amor”, fazendo acenos claros a influenciadores mal intencionados e falsos profetas.
Mais ao final do disco, “Dia de Rua” é mais que tudo isso.
É um chamado.
Com participação do humorista, pensador e político Leo Suricate , a banda usa suas guitaras para falar sobre a dura rotina que todos enfrentamos, as pessoas que nos querem mal e como a sociedade é injusta.
Sendo assim, todo dia é dia de ir pras ruas.
Continua após o vídeo Na capa e no som, as raízes Na capa, totalmente analógica, a Selvagens à Procura de Lei quis mostrar elementos que influenciam suas canções sem que sejam, necessariamente, sonoros.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tenhomaisdiscosqueamigos.com — o conteúdo pertence a Tenho Mais Discos Que Amigos.