Ex-chefe de segurança de Israel acusa Netanyahu de mentir sobre não ter sido avisado do 7 de Outubro
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Ronen Bar, ex-chefe do serviço de segurança interna israelense Shin Bet, apresentou nesta quarta-feira (14) uma ação por difamação contra o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu , na qual o acusa de ter mentido sobre não ter sido avisado do ataque realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 .
Bar, que estava no comando do Shin Bet na época do atentado terrorista, afirma que Netanyahu proferiu contra ele "acusações que sabia que eram falsas, com o objetivo de desviar o debate de sua própria responsabilidade nos fatos do 7 de Outubro".
A duas semanas das eleições legislativas israelenses de 27 de outubro , que se anunciam acirradas, a campanha de Netanyahu é ofuscada por acusações de falhas na segurança quando o ataque do Hamas aconteceu.
Em junho de 2025, Bar se demitiu após admitir falhas em seu serviço. "Todos os sistemas falharam. O Shin Bet não soube dar o alerta", declarou. "Como chefe da organização, assumi a responsabilidade."
No entanto, ele diz ter alertado Netanyahu em várias ocasiões sobre possíveis ameaças do Hamas antes do atentado. Por isso, acusa o primeiro-ministro de "mentir para se proteger".
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Netanyahu sempre disse não ter sido informado. Em um documento de 134 páginas, Bar enumera as "calúnias" das quais considera ter sido vítima por parte do primeiro-ministro e questiona as acusações de "negligências criminosas" formuladas contra ele.
"Foi a política do primeiro-ministro durante vários anos que reforçou os perigos procedentes das organizações terroristas de Gaza", afirma.
Netanyahu criticou os comandantes do Exército e do Shin Bet por não o terem acordado na madrugada de 7 de outubro porque, segundo ele, as coisas "teriam sido diferentes" se o tivessem feito.
Ronen Bar afirma ter telefonado para o assessor militar do primeiro-ministro antes do ataque. Ele diz que não tinha o número direto do premiê israelense.
"Ronen, você fala sério?", reagiu Netanyahu quando foi citado por seu partido, o Likud, nesta quarta-feira. "Você tinha meu número da linha vermelha e podia me telefonar imediatamente, como fazem todos os chefes dos serviços de segurança. Quantas vidas poderíamos ter salvo se você só tivesse ligado a tempo?"
Bar apresentou vários documentos perante o tribunal para respaldar suas acusações e exige uma indenização de Netanyahu no valor de três milhões de shekels (cerca de R$ 4,8 milhões).
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.