Decreto presidencial pode mudar uma lei aprovada pelo Congresso?
O próximo presidente assumirá em 5 de janeiro de 2027 com poderes relevantes sobre a administração federal, mas um deles não é o de apagar por decreto uma lei aprovada pela Câmara e pelo Senado.
A Constituição autoriza o chefe do Executivo a expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis.
Isso significa detalhar como uma norma será aplicada, sem mudar o conteúdo que os parlamentares aprovaram.
Quando o objetivo é alterar uma regra prevista em lei, o caminho costuma ser outro: projeto de lei, medida provisória nas hipóteses permitidas ou uma nova norma aprovada pelo Congresso.
O tema ganha importância na disputa entre Lula (PT), presidente e candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro.
Os dois apresentam propostas que alcançam áreas reguladas por legislação, como trabalho, segurança e políticas sociais.
Mesmo os decretos autônomos têm campo limitado.
Eles podem organizar a administração sem aumento de despesa ou criação e extinção de órgãos, além de extinguir cargos vagos.
Se um decreto ultrapassar esses limites, pode ser contestado no Congresso e no Judiciário.
A eleição define quem comandará o Executivo, mas não elimina as competências dos outros Poderes.
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