Caso Gisele: Justiça retoma processo para expulsar tenente-coronel da PM
O processo administrativo que pode expulsar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, 53, da Polícia Militar, foi retomado na manhã de hoje em São Paulo.
Conselho de Justificação da PM, que vai julgar se Rosa Neto tem condições de seguir na corporação, vai ouvir testemunhas de defesa do tenente-coronel hoje . A audiência é feita por videoconferência nesta manhã.
Quatro policiais já foram ouvidos em maio na primeira parte do processo administrativo. Três deles eram PMs amigas de Gisele.
O UOL entrou em contato com a defesa do tenente-coronel e com advogados da família de Gisele para saber se as partes querem se posicionar sobre o julgamento. O espaço será atualizado se houver posicionamento.
Futuro de Rosa Neto na corporação será definido por três coronéis no Conselho de Justificação. Os três coronéis vão definir se Rosa Neto perderá ou não a patente.
Os oficiais foram definidos pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo para julgar o tenente-coronel. Osvaldo Nico Gonçalves, chefe da pasta, destinou os coronéis Adalberto Gil Lima Mendonça, Carlos Alexandre Marques e Marisa de Oliveira para o Conselho. Os nomes constam em resolução publicada no Diário Oficial de São Paulo em 31 de março.
PMs designados atuam em três regiões diferentes da Grande São Paulo . São eles: Adalberto Gil Lima Mendonça, do Comando de Policiamento de Área Metropolitana 7, responsável por Guarulhos; Carlos Alexandre Marques, do Centro de Operações da Polícia Militar, e Marisa de Oliveira, do CPA/M-7, com atuação na zona leste de São Paulo.
Um oficial suplente também foi escolhido para assumir a função em caso de afastamento de um dos titulares. O coronel escolhido é Leandro Garcia Souza, do CPA/M-3, que cobre a área norte da capital.
Decisão tomada pelo Conselho de Justificação será encaminhada à Justiça Militar. No TJMSP (Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo), será acatada ou não as penas descritas pelo colegiado da corporação.
Gisele foi atingida por um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido no Brás, na região central de São Paulo, em 18 de fevereiro. Ela foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital das Clínicas, na região central da capital.
O caso foi registrado inicialmente como suicídio consumado, mas o registro foi alterado pela Polícia Civil para "morte suspeita" . Essa mudança aconteceu após a mãe da vítima contar à polícia que o relacionamento da mulher com o tenente-coronel era "extremamente conturbado".
Rosa Neto foi preso em São José dos Campos (SP) no dia 18 de março. Desde então, está detido no Presídio Militar Romão Gomes , na zona norte da capital paulista.
No mesmo dia, a Justiça aceitou a acusação do Ministério Público e tornou Rosa Neto réu por feminicídio. O policial também foi acusado de fraude processual, por supostamente tentar alterar a cena do crime.
Uma denúncia anônima registrada em um IPM (Inquérito Polícia Militar) apontou que o tenente-coronel tinha "instabilidade emocional". Segundo o denunciante , Geraldo perseguia, intimidava e ameaçava a companheira recorrentemente.
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