Usina de Pivetta recebeu de empresas citadas pela PF no acordo da Oi
O governador do Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), é dono de uma usina suspeita de ter recebido propina da Oi.
Dois sócios de Pivetta na usina são ligados às investigações da Polícia Federal na Operação “Heritage”, que apura o direcionamento de recursos de um acordo do governo do Estado com a operadora de telefonia.
Esses sócios injetaram R$ 37 milhões na empresa, mostram documentos contábeis obtidos pelo Metrópoles .
Outros sócios e ex-sócios colocaram R$ 10,6 milhões na usina apenas oito meses depois que o governo estadual fechou o acordo com a telefônica.
Além disso, a empresa do governador, a Brasbio Brasil Bioenergia S/A, aparece ligada a fundos investigados pela PF, mostram outros documentos obtidos pela reportagem.
Em 6 de agosto, quando a corporação deflagrou a “Heritage”, um dos alvos era o ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) .
Pivetta, que era o vice dele, assumiu o cargo e concorre à reeleição.
Em entrevista ao Metrópoles , o governador negou a injeção de dinheiro de empresas por meio de fundos investigados pela Polícia: “Muito longe disso”, afirmou Pivetta.
Já Mendes disse que sequer houve irregularidade no acordo com a telefônica (veja mais abaixo).
O acordo que fez a Oi receber R$ 308 milhões do governo estadual, mesmo depois de perder a disputa tributária em quase todas as instâncias, foi fechado em abril de 2024, no governo de Mendes, quando Pivetta era seu vice.
Segundo a PF, o pagamento foi feito sem respeitar a ordem cronológica dos precatórios — dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça e que, em regra, devem ser quitadas conforme uma fila de credores.
A administradora de um dos fundos, a América P.E., disse que não comentaria eventuais pagamentos e relações com a Brasbio, em razão do sigilo das investigações da Polícia Federal (veja mais abaixo).
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O Royal – administrado pelo Banco Master – é formado por outros fundos como o Zurich e o London.
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