Polícia Federal precisa explicar por que deixou Flávio escapar
No momento em que estas linhas eram escritas ainda não se sabiam todos detalhes da fuga covarde de Flávio Bolsonaro.
Ele poderia ter escapulido via Argentina ou Venezuela, provavelmente pousaria na Flórida.
O que se sabia era que o pluri-investigado viajava para os braços Donald Trump, do irmão e dos amigos que correram da Justiça antes dele em direção aos Estados Unidos.
Dentre muitas perguntas a serem respondidas, a que mais incomoda é: por que a Polícia Federal não o vigiava se até o mundo mineral suspeitava de uma tentativa fuga? Fugir é prática corriqueira da turba.
O boquirroto Eduardo já havia dito com todas as letras que o irmão deveria deixar o Brasil se perdesse a eleição.
As investigações às quais está submetido contêm indicativos quase incontestáveis de crimes – seu indiciamento é certo.
O Supremo Tribunal Federal, pelas mãos de Alexandre de Moraes, determinou-lhe a entrega dos passaportes, medida cautelar que nunca segurou bandidos em lugar nenhum.
Por que cargas d’água a Polícia Federal não grudou como carrapato em Flávio Bolsonaro entre 25 e 27 de outubro? A medida cautelar de apreensão de passaporte não é agressiva, registre-se – é o que se chama de uma cautelar menor.
Faltou vigilância, claro está.
Note, paciente leitor, intrépida leitora: Willer Tomaz, de cujos crimes suspeitos Flávio Bolsonaro aparentemente é coautor, fugiu do país antes dele, está em Miami.
Em tempo, e com exclusividade: o governo brasileiro incomodou-se com o timing adotado por Alexandre de Moares para determinar a entrega dos passaportes do candidato derrotado na eleição de 25 de outubro.
Gente lúcida considerou medida “inacreditável”.
O advogado e ex-procurador de Justiça Roberto Tardelli disse à coluna: “Essa fuga é reveladora, mostra que o candidato não possui nenhum respeito pelos eleitores que ele, agora muito claramente, enganou.
O projeto dele não era um projeto de governo, mas um projeto de poder para ficar fora ao alcance da lei.
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