Campanha de Lula aciona TSE contra Flávio por propaganda sobre preço da carne
A Coligação “Brasil pronto pra mais”, da chapa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (21) contra uma propaganda eleitoral do senador Flávio Bolsonaro (PL) .
A representação questiona um vídeo publicado pelo candidato do PL nas redes sociais em que, segundo a coligação, uma fala de Lula sobre o preço da carne foi retirada de contexto para sugerir que o presidente teria defendido a substituição da carne por ovos diante da alta no preço de alimentos.
O Estadão procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para se manifestar sobre o assunto.
O espaço está aberto para manifestação.
Leia também Flávio repete pai e defende que bolsas sejam para tecnologia ou algo que ‘agregue’ A declaração reforça o discurso bolsonarista contra bolsas de estudo para áreas como as ciências humanas Lula é aplaudido quatro vezes durante discurso na ONU Presidente criticou aumento nos conflitos internacionais, defendeu o Tribunal Penal Internacional e também reforçou o direito a soberania dos países De acordo com a representação, o vídeo foi publicado por Flávio em 13 de agosto de 2026, no Facebook e no Instagram, com a legenda: “Quanto tá a picanha na sua cidade? Coloque o preço nos comentários!”.
Segundo a campanha de Lula, a peça reúne declarações do presidente feitas em momentos distintos.
No primeiro trecho, de sete segundos, identificado como “14 DE MARÇO DE 2025 – EXPECTATIVA”, o presidente afirma: “A carne vai baixar, vocês podem ter certeza que vocês vão voltar a comer picanha outra vez, porque a carne vai baixar”.
Na sequência, sob a indicação “11 DE SETEMBRO DE 2026 – REALIDADE”, é exibida outra fala de Lula sobre a alta dos alimentos, na qual ele menciona os preços da carne e do café e afirma: “Se não tem carne, a gente come ovo”.
Para a coligação, a montagem cria uma interpretação equivocada ao apresentar as duas declarações como uma promessa seguida da recomendação de que os brasileiros substituíssem carne por ovo.
Leia também: Flávio deveria sair do STF e “voltar ao supermercado”, diz cientista político A representação sustenta que, no segundo discurso, Lula não teria sugerido essa troca, mas defendido a valorização do salário mínimo como forma de ampliar o poder de compra da população.
A chapa afirma ainda que o conteúdo busca associar o presidente a uma suposta indiferença em relação ao custo dos alimentos.
Além da alegação de irregularidade no conteúdo, a coligação questiona o uso de impulsionamento pago.
Segundo a representação, o material foi divulgado em quatro versões de anúncios no Facebook e no Instagram entre 13 e 18 de setembro.
O documento aponta gastos de R$ 35 mil em cada uma das duas primeiras versões, R$ 15 mil na terceira e R$ 20 mil na quarta, totalizando R$ 105 mil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.