Investimento automático cria disciplina e reduz impulso de gasto; veja como fazer
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Investir automaticamente pode ser uma forma de criar disciplina sem depender da força de vontade do investidor a cada mês. A lógica é programar previamente quanto, quando e onde aplicar e deixar que a instituição financeira faça os aportes de forma recorrente.
Para a pesquisadora e ex-presidente da Iarep (Associação Internacional para Pesquisa em Psicologia Econômica), Vera Rita de Mello Ferreira, a estratégia funciona justamente porque elimina a necessidade de tomar uma nova decisão a cada aplicação. O dinheiro é direcionado para o investimento antes mesmo de passar pela conta do consumidor, o que também pode reduzir a chance de ele ser gasto.
"Dinheiro na mão é vendaval. Quando você automatiza, ele nem passa na sua mão: já vai diretamente para uma aplicação que você escolheu", diz Vera.
Na prática, bancos e corretoras oferecem diferentes formas de automatizar investimentos. Em geral, o valor é debitado diretamente da conta do cliente, e não há uma taxa específica pela utilização da ferramenta. Permanecem, porém, os custos próprios de cada investimento, como taxas de administração e tributos .
Geralmente, o cliente pode escolher o valor e a data do aporte, embora existam exceções, dependendo do produto. O valor mínimo também costuma seguir as regras do investimento escolhido: uma previdência pode aceitar aplicações a partir de R$ 1, por exemplo, enquanto fundos e títulos do Tesouro Direto têm valores mínimos que variam conforme o produto.
Os agendamentos também podem ser alterados ou cancelados na maior parte das plataformas, geralmente pelos próprios aplicativos ou canais digitais.
Se não houver saldo suficiente na conta na data prevista, o aporte normalmente não é realizado, mas há exceções entre as instituições. O Bradesco , por exemplo, faz novas tentativas de débito no mesmo dia, enquanto o C6 diz que, no caso da previdência, uma nova tentativa ocorre no mês seguinte e pode haver uso do cheque especial, caso o cliente tenha esse serviço.
Ter os aportes programados, porém, não significa que o investidor possa deixar de acompanhar a carteira. Para Robson Ortis, planejador financeiro CFP pela Planejar, uma revisão semestral costuma ser suficiente para avaliar a alocação dos recursos e ajustar o peso dos investimentos de acordo com o perfil do investidor e as mudanças do cenário econômico.
Para Vera, a estratégia transforma a inércia, que pode levar à procrastinação e à falta de ação, em uma aliada. "Você tomou a decisão mãe, que era investir automaticamente. Depois disso, você não precisa mais pensar no assunto", afirma.
A especialista acrescenta que a lógica da automatização também pode ser aplicada quando a renda aumenta. Segundo ela, o investidor deveria elevar automaticamente o valor dos aportes sempre que receber um aumento salarial, aproveitando o dinheiro adicional antes que ele seja incorporado aos gastos do dia a dia.
Ortis diz que o primeiro passo é inverter a lógica de "investir o que sobrar".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.