Novela Memphis: quem venceu e perdeu cabo de guerra no Corinthians
Uma negociação que se estendeu por 153 dias, teve uma grande reviravolta e dividiu diferentes alas do Corinthians. Memphis Depay segue no Timão após um cabo de guerra que fortaleceu alguns setores, mas também enfraqueceu outros.
Além da renovação firmada, Memphis Depay consolidou ainda mais sua marca como figura importante na história do clube. O atacante cedeu mais do que o Corinthians nas tratativas, mas conseguiu atingir seu principal objetivo: permanecer.
Ele sempre destacou o propósito pelo qual defende o Corinthians, diretamente ligado aos seus planos no Brasil. As sondagens recebidas do exterior, inclusive durante a Copa, não agradaram.
O atacante estabeleceu relações importantes no país, criou marcas e nunca escondeu o desejo de permanecer no Brasil, mais especificamente em São Paulo. A identificação construída com o Corinthians também pesou na decisão de continuar.
A Fiel teve papel importante pela renovação. A mobilização diante da diretoria foi crucial para a reviravolta que resultou na permanência do holandês.
A força da torcida foi destacada pelo próprio Memphis em sua primeira declaração após a renovação. O atacante fez questão de reconhecer o apoio recebido durante o período de indefinição.
Parte dessa pressão, porém, ultrapassou os limites. Dados pessoais do presidente Osmar Stabile, de diretores e de seus familiares foram vazados , além do registro de ameaças direcionadas a essas pessoas.
Stabile chegou a ser apontado como um dos principais derrotados da negociação em razão de uma condução que desagradou a diferentes setores do clube. Ele evitou se comprometer em diversos momentos, sustentou a negociação sob pressão política e incentivou a criação de obstáculos para a permanência de Memphis.
Stabile também perdeu o timing ao usar a situação financeira do Corinthians para justificar a não renovação de um atleta que havia deixado a Europa para realizar exames médicos e fechar com o clube no Brasil. Ao mesmo tempo, o jogador cedeu em praticamente todas as etapas das tratativas.
No fim, porém, o presidente conseguiu prolongar uma negociação que chegou a ser encerrada por ele e retomá-la em um modelo financeiro mais próximo dos interesses do Corinthians. A estratégia envolvia o risco de uma execução de dívida sem precedentes para o clube caso desse errado.
O movimento de recuo, porém, levou o estafe de Memphis a facilitar as tratativas. O acordo final ficou mais próximo dos interesses do Corinthians.
Durante quase todo o período de negociação pela renovação, Osmar Stabile esteve pressionado por aliados políticos , em sua maioria contrários à permanência. Alguns deles chegaram a sinalizar que deixariam de apoiar politicamente o presidente caso o atacante continuasse.
Nos bastidores, o argumento financeiro era o principal utilizado pelos opositores. A influência de Memphis no ecossistema corintiano, porém, ultrapassou o CT Joaquim Grava, alcançou a arquibancada e gerou resistência entre conselheiros e associados politicamente influentes.
O UOL apurou que a falta de posicionamento de Stabile incomodou integrantes do grupo de aliados do presidente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.