Sarampo: o que acontece quando uma geração começa a esquecer o valor da vacina
Durante muitos anos, falar em sarampo no Brasil parecia falar de uma doença do passado.
A vacinação em massa conseguiu interromper a circulação contínua do vírus e, em 2024, o país recuperou a certificação internacional de território livre do sarampo endêmico.
Mas eliminar a circulação de uma doença não significa eliminar o vírus do planeta.
Enquanto o sarampo continuar circulando em outros países , pessoas infectadas podem chegar ao Brasil.
Se encontrarem uma população amplamente vacinada, a transmissão tende a ser interrompida.
Se encontrarem grupos de pessoas desprotegidas, porém, o vírus ganha espaço novamente.
É justamente esse risco que estamos vendo agora. +Leia também: Mais sete casos de sarampo confirmados em SP: “Risco é alto”, avalia médico Sarampo é muito mais do que manchas vermelhas O sarampo é uma doença viral extremamente contagiosa , transmitida principalmente pelo ar e por secreções respiratórias.
Geralmente começa com febre alta, tosse, coriza e irritação nos olhos.
Depois surgem as manchas avermelhadas características, inicialmente no rosto e posteriormente espalhadas pelo corpo.
Embora muitas pessoas ainda enxerguem o sarampo como uma doença comum da infância, ele pode provocar complicações importantes .
Pneumonia , infecções de ouvido e alterações neurológicas estão entre as possíveis consequências.
Crianças pequenas, gestantes, pessoas desnutridas e pacientes com comprometimento do sistema imunológico apresentam maior risco de evolução grave.
Por isso, não devemos confundir uma doença conhecida há séculos com uma doença inofensiva.
Continua após a publicidade Quando a vacinação cai, o vírus encontra uma porta aberta O sarampo é um exemplo extraordinário da importância da vacinação coletiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.