Brasil registra maior endividamento desde 2021; dívida chega a 82,5% do PIB
A dívida pública do Brasil atingiu 82,5% do PIB em julho, o maior nível desde abril de 2021.
O dado foi divulgado nesta segunda (31) pelo Banco Central.
O indicador subiu 0,6 ponto percentual em relação a junho deste ano.
A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) considera o governo federal, os estaduais e as prefeituras, além do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Do ponto de vista nominal, a dívida representa R$ 10,9 trilhões.
Em abril de 2021, a dívida registrada foi de 82,62% do PIB, em um momento marcado pela alta dos gastos federais devido à pandemia da Covid-19.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) envia hoje o Orçamento de 2027 ao Congresso Nacional, com previsão de superávit primário efetivo de R$ 20 bilhões, o que representa o melhor Orçamento enviado ao Congresso desde o que foi enviado em 2014, que previa um superávit de R$ 86 bilhões (em valores da época) para 2025.
Embora a meta seja a mais positiva em mais de 10 anos, especialistas consideram que o patamar deve ser maior nos próximos anos para equalizar a dívida pública.
Em entrevista à TV Globo na última semana, o presidente Lula minimizou a alta da dívida pública.
No terceiro mandato do governo Lula, a dívida subiu mais de 10 pontos percentuais.
Em dezembro de 2022, o indicador estava em 71,68% do PIB.
Especialistas avaliam que essa alta torna urgente a discussão das medidas robustas de ajuste nas contas públicas pelos candidatos que disputam o Palácio do Planalto este ano.
No último Relatório de Projeções Fiscais, divulgado ao final de junho pelo Tesouro Nacional, a equipe econômica projeta que a DBGG atingiria o pico de 87,9% do PIB em 2029, quando entraria em trajetória de queda.
As estimativas do mercado financeiro, no entanto, são piores, sem apontar para uma estabilização nos próximos anos.
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