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'Desce madeira. Aí é terapia': veja mensagens entre vigilantes presos por matar e torturar moradores em situação de rua no ES

G1 Espírito Santo ·
'Desce madeira. Aí é terapia': veja mensagens entre vigilantes presos por matar e torturar moradores em situação de rua no ES

Vigilantes são acusados de 'caçar' e torturar moradores em situação de rua no ES Mensagens trocadas em grupo de vigilantes, acusados de sequestrar, torturar e matar Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, em março deste ano, mostram como agressões contra pessoas em situação de rua eram planejadas e tratadas com naturalidade pelos suspeitos.

Além de uma morte, há casos de outras pessoas agredidas e que tiveram até os dentes arrancados.

Em um dos áudios, Saimon Sales Cesar, de 30 anos, descreve uma abordagem em que a vítima poderia ser levada para um local sem câmeras e "descer a madeira".

Ao final, ele classifica a prática com uma palavra: "terapia".

As agressão também eram filmadas e compartilhadas. (assista mais abaixo). 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As conversas fazem parte da investigação que levou nove pessoas a se tornarem rés pela morte do homem em situação de rua.

Segundo a Polícia Civil, oito dos denunciados eram rondistas e mantinham um vínculo estável havia pelo menos dois anos.

O nono era coordenador de videomonitoramento e teria participado especificamente da ação que terminou com a morte e ocultação do corpo de Marcos.

Saimon Sales Cesar descreve uma abordagem em que a vítima poderia ser agredida Reprodução Em um áudio enviado ao grupo de mensagens, Saimon fala sobre como os integrantes deveriam abordar pessoas em situação de rua, chamadas por eles de "nóias".

Segundo ele, caso a pessoa resistisse ou "desse problema", a orientação seria pedir apoio, colocá-la em um veículo e levá-la para um local afastado.

Na sequência, ele afirma que, em um lugar sem câmeras, poderiam ocorrer agressões físicas.

“Aí qualquer coisa taca dentro do carro, leva pro lugar deserto.

E desce a madeira.

Aí sem tomar cuidado no lugar se não tiver câmera.” E conclui: “Aí é terapia, né?” Milícia de vigilantes gravava vídeos torturando moradores em situação de rua no ES Relatos de tortura Em outra conversa, Thiago Gonçalves, de 24 anos, relata uma situação em que, segundo ele, duas pessoas foram colocadas em um carro e levadas para uma região afastada.

O investigado descreve ameaças e agressões durante o trajeto e afirma que uma das vítimas teria sido deixada em uma área próxima a uma praia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Espírito Santo.

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