O novo decreto de Ricardo Couto para garantir neutralidade no governo do Rio nas eleições
O governo do estado do Rio de Janeiro publicou nesta quarta-feira, 26, um decreto voltado para garantir a neutralidade política-eleitoral na alta administração do Palácio Guanabara .
Assinada pelo governador interino, o desembargador Ricardo Couto , a decisão define regras para impedir o uso da máquina pública para “favorecer ou prejudicar candidaturas, partidos políticos, federações ou quaisquer interesses eleitorais”.
“A iniciativa surge em um contexto no qual o próprio governador interino tem enfatizado a necessidade de uma gestão técnica e apartidária”, afirmou em comunicado.
A determinação estabelece que secretários, subsecretários, dirigentes de autarquias, fundações, empresas públicas e outros ocupantes de cargos de direção estão proibidos de participar de campanhas; utilizar bens e recursos humanos do estado para finalidade eleitoral; usar canais institucionais para manifestar preferência política; e associar programas e obras governamentais a candidaturas ou partidos. + Nova pesquisa Quaest mostra como está a disputa ao governo do Rio Continua após a publicidade Apesar das restrições, o decreto também ressalva o exercício dos direitos políticos dos servidores, “desde que em caráter estritamente pessoal, fora do horário de trabalho e sem uso de recursos públicos”.
Em casos de violações, os agentes públicos poderão sofrer consequências administrativas e disciplinares, com possibilidade de serem retirados de cargos comissionados.
A medida ocorre um dia após a divulgação de uma nova pesquisa Quaest sobre a avaliação da administração Couto , à frente do Palácio Guanabara desde março, após renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL) .
Segundo o levantamento, 38% aprovam sua gestão, enquanto 20% desaprovam.
O percentual de não sabe ou não respondeu é de 42%.
A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Continua após a publicidade A avaliação positiva do governo do desembargador é de 20%.
Regular soma 34%; negativa, 16%; e não sabe/não respondeu, 30%.
Foram ouvidas 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre a última sexta-feira, 21, e segunda-feira, 24.
O nível de confiança é de 95%, e pesquisa foi registrada no TSE sob o número RJ-08748/2026.
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