Tarcísio contraria Flávio Bolsonaro e defende urnas eletrônicas: 'foram elas que me elegeram'
O candidato do Republicanos ao governo de SP, Tarcísio de Freitas, em sabatina na rádio CBN.
Maria Isabel Oliveira / O Globo / Divulgação O candidato do Republicanos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas, rebateu nesta quinta-feira (20) as críticas feitas pelo seu aliado Flávio Bolsonaro (PL) sobre as suspeitas de fraude nas urnas eletrônicas e defendeu o uso nas eleições brasileiras.
Ao participar da sabatina promovida pela rádio CBN e os jornais O Globo e Valor, o governador candidato à reeleição afirmou que espera que debate presidencial discuta os rumos do Brasil. [Confio nas urnas] foram elas que me elegeram. (...) Acho que a gente precisa discutir o país.
Acho que a gente precisa discutir para que rumo a gente vai caminhar.
Qual é o rumo dos dois lados.
Eu acho que a gente precisa botar isso na mesa.
E da nossa parte eu tenho visto, né? O esforço da equipe do Flávio de construir um plano de apresentar o plano”, afirmou.
“Espero que a gente consiga apresentar esse plano e mostrar que tem uma direção”, declarou.
Em julho, em reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012, já desmentidas pelo TSE.
Apesar das críticas, Tarcísio defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência e fez críticas à política econômica do presidente Lula (PT), também candidato à reeleição.
“Nós temos um caminho, mas olha, será que alguém vai acreditar que o Lula na idade que tem e com a experiência que tem sempre teve como presidente e se acostumou a usar muito o fiscal para fazer política pública.
Será que ele vai agora fazer um ajuste? E esse são relatos que nós temos, de gente que tem avisado pra ele: ‘olha, se você não fizer ajuste, você pode terminar com a Dilma e a gente pode estar caminhando por uma recessão’.
Tem muita gente boa, já começando a falar isso.
E aí as empresas começam a ficar com receio, começa a puxar o freio de mão, começa a não fazer investimento”, declarou o governador paulista.
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