Há 40 anos, a China sequer tinha um sistema de patentes; hoje, lidera o mundo em inovação tecnológica
Há quatro décadas, a China ainda estava construindo seu sistema moderno de propriedade intelectual.
Hoje, o país apresenta um volume de pedidos de patentes de invenção muito superior ao de qualquer outra grande economia e possui o maior estoque de patentes em vigor do mundo.
A transformação começou durante o processo de Reforma e Abertura iniciado no fim dos anos 1970.
A primeira Lei de Patentes da China foi aprovada em 1984 e entrou em vigor em 1º de abril de 1985.
Naquele momento, o país começava a criar as instituições necessárias para proteger invenções e estimular a atividade tecnológica.
Quarenta anos depois, a dimensão alcançada pelo sistema é radicalmente diferente.
Em 2024, o escritório de propriedade intelectual chinês recebeu 1,8 milhão de pedidos de patentes de invenção , mais de três vezes o volume recebido pelo escritório de patentes dos Estados Unidos, que registrou 603.194 pedidos.
O Japão ficou em terceiro lugar, com 306.855, seguido pela Coreia do Sul, com 246.245, e pelo Escritório Europeu de Patentes, com 199.402.
A diferença não se explica apenas pelo tamanho da população chinesa.
Quando se considera a origem dos requerentes e se contabilizam os pedidos feitos dentro e fora do próprio país, os chineses também aparecem muito à frente.
Em 2024, requerentes residentes na China apresentaram aproximadamente 1,8 milhão de pedidos de patentes em todo o mundo .
Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 501.831, seguidos pelo Japão, com 419.132, pela Coreia do Sul, com 295.722, e pela Alemanha, com 133.485.
A distância é ainda mais significativa quando se observa a evolução internacional dos pedidos chineses.
Entre 2014 e 2024, os pedidos apresentados por chineses no exterior cresceram 3,6 vezes , chegando a 123.714 em 2024.
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