Premier League inicia temporada 2026/2027 com piloto de streaming e novas regras financeiras
Elenco do Arsenal comemora título da Premier League 2025/2026 - Divulgação / Arsenal
A Premier League , que inicia a temporada 2026/2027 nesta sexta-feira (21), terá mudanças em sua estrutura de negócios e nas regras de controle financeiro.
A última edição da competição registrou uma receita agregada de £ 6,8 bilhões (US$ 9,22 bilhões) na temporada 2024/2025, segundo relatório da consultoria Deloitte, o que representa um crescimento de 8% em relação ao ciclo anterior.
O início do campeonato ocorre com calendário ajustado em função da expansão da Copa do Mundo 2026 , que contou com 182 atletas que disputam o Campeonato Inglês.
O diretor executivo da liga, Richard Masters, afirmou que a temporada 2026/2027 traz um cenário “muito diferente” para a organização.
O negócio avaliou o clube em mais de US$ 7 bilhões. No ranking da revista Forbes de equipes mais valiosas do mundo, o Manchester United lidera entre os ingleses, avaliado em US$ 7,2 bilhões, seguido por Liverpool, Manchester City (US$ 5,5 bilhões), Arsenal (US$ 5,4 bilhões) e Chelsea (US$ 4,2 bilhões). Ao todo, 11 clubes da primeira divisão inglesa integram a lista das 20 maiores avaliações globais.
A temporada marca a entrada em vigor definitiva das regras de relação custo-elenco (SCR, na sigla em inglês), que substituem o antigo modelo de lucro e sustentabilidade (PSR).
Pelo novo regulamento, os gastos com o elenco ficam limitados a 85% da receita total do clube, enquanto as equipes classificadas para competições da Uefa devem respeitar o teto de 70%. Existe ainda um período de transição que permite exceder o limite em até 30%.
O relatório da Deloitte aponta que o prejuízo agregado antes dos impostos na liga aumentou 600%, atingindo £ 948 milhões (US$ 1,29 bilhão). Apesar desse indicador ruim, na janela de transferências do meio de ano, os clubes já superaram a marca de £ 2 bilhões (US$ 2,71 bilhões) em contratações.
Na área de direitos de TV, a competição cumpre o segundo ano do ciclo nacional de quatro anos, avaliado em £ 6,7 bilhões (US$ 9 bilhões) para o período de 2025/2026 a 2028/2029, dividido entre Sky Sports e TNT Sports.
No mercado internacional, que gera US$ 2,9 bilhões anuais e representa cerca de 50% das receitas de mídia estrangeira das cinco principais ligas europeias, a Premier League ampliou acordos com a ESPN na América Latina e com Sky e DAZN na Europa até 2031.
Para o novo ciclo, a liga lançará o projeto piloto de sua plataforma própria de transmissão direta ao consumidor, chamada Premier League + (antigamente chamada de Premflix).
O serviço por assinatura vai operar inicialmente em Singapura, em parceria com a operadora Starhub, oferecendo os 380 jogos da temporada, dados em tempo real e sinal com múltiplas câmeras por S$ 44 (US$ 35) mensais ou S$ 399 (US$ 313) anuais.
Para viabilizar a operação e gerenciar a geração de sinal, a liga encerrou a parceria com a IMG e assumiu a produção interna por meio do Premier League Studios.
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