Gabriel Martins sobre ‘Vicentina Pede Desculpas’: ‘O filme é praticamente a Rejane o tempo inteiro’
Às vésperas da estreia internacional de Vicentina Pede Desculpas no Festival de Toronto, a Rolling Stone Brasil conversou com Gabriel Martins ( Marte Um ) e Rejane Faria ( Temporada ) sobre a trajetória do filme, o reencontro da dupla depois de Marte Um , o processo de construção da protagonista e os desafios de levar às telas uma história atravessada pelo luto.
Na conversa, diretor e atriz também relembraram a longa gestação do projeto e falaram sobre a expectativa diante da repercussão internacional da produção.
Confira a seguir: O processo de gestação de Vicentina Pede Desculpas Quando Gabriel Martins começou a desenvolver a história de Vicentina Pede Desculpas , ainda antes de realizar Marte Um , o projeto fazia parte de um núcleo criativo criado dentro da produtora Filmes de Plástico para desenvolver diferentes filmes.
O longa foi amadurecendo entre editais, oportunidades e tentativas de viabilização até que o sucesso de Marte Um ajudou a abrir as portas para que finalmente saísse do papel — agora em parceria com a Netflix.
“ Marte Um aconteceu e conseguiu, com toda a sua repercussão, abrir várias portas que fizeram o Vicentina ser possível de acontecer.
Então é um projeto bem velhinho, mas muito atual, muito vivo ”, explica o diretor.
Gabriel Martins sobre ‘Vicentina Pede Desculpas’ ‘O filme é praticamente a Rejane o tempo inteiro’ (Divulgação) No centro da história está Vicentina , interpretada por Rejane Faria , uma mulher que atravessa o luto após a morte do filho e precisa lidar com as consequências dessa perda.
Se em Marte Um a atriz fazia parte de uma narrativa construída ao redor de uma família, em Vicentina Pede Desculpas ela praticamente carrega o filme inteiro no rosto.
Para Gabriel , era justamente essa diferença que tornava Rejane a escolha ideal.
Quando a ideia surgiu, Rejane ainda estava distante da idade imaginada para Vicentina e, inicialmente, sequer seria a protagonista.
Com o passar dos anos, porém, a parceria entre atriz e diretor se fortaleceu — dentro e fora dos sets — até que o papel passou a fazer sentido para ela.
“ A gente foi se conhecendo mais, ficando mais próximo, mais amigo ”, conta Gabriel .
“A cho que a Vicentina vem como um desafio de pensar um projeto que, de tudo que eu já escrevi, que a Rejane fez parte, tem uma distância maior em termos de construção .” Para o diretor, depois da experiência compartilhada em Marte Um , também era importante encontrar um novo caminho para os dois.
“ Cada coisa demanda um certo frescor para a gente não ficar se repetindo ”, afirma.
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