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PGR reitera pedido de acesso integral de ministros a dados do caso Master

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PGR reitera pedido de acesso integral de ministros a dados do caso Master

Às vésperas da sessão do caso Master marcada para terça-feira (15), a PGR (Procuradoria-Geral da República) reiterou hoje o pedido de acesso integral de ministros da corte a dados do celular do empresário Daniel Vorcaro.

PGR reiterou teor do pedido feito na sexta-feira (11). "Parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados", escreveu o procurador-geral da Paulo Gonet, no pedido endereçado ao presidente do STF Edson Fachin.

Desta vez, documento é assinado por diversos procuradores. Além de Gonet, assinam os subprocuradores Antônio Edílio Teixeira e André Ramos, e o vice-procurador Hindemburgo Chateaubriand Filho.

Ministros do STF também defenderam acesso integral: Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes —que é citado nas investigações contra Vorcaro. Diálogos analisados pela Polícia Federal apontam que Vorcaro tentou usar sua proximidade com Moraes para conter o avanço das investigações da PF e da PGR às vésperas de sua primeira prisão: "É importante reforçar com Andrei e Paulo pra não deixar ninguém de baixo fazer uma sacanagem" , escreveu o banqueiro, referindo-se ao diretor da PF Andrei Rodrigues e ao PGR Paulo Gonet.

Mendonça derrubou sigilo de 53 ações até agora, incluindo inquérito do filme "Dark Horse" . Está marcada para dia 15 a sessão extraordinária em que ministros vão analisar o relatório da PF —e decidir sobre a abertura de uma possível investigação sobre as supostas relações entre Moraes e Vorcaro. Gonet deve participar da plenária.

O ministro Alexandre de Moraes havia apontado "levantamento seletivo e direcionado do sigilo" por parte de Mendonça. Segundo ele, Mendonça atua para proteger "determinado grupo político" e repete a conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e investigações contra "alvos predeterminados". Para Moraes, não cabe a Mendonça escolher quais documentos os ministros terão acesso para realizar o julgamento.

Antes de levantar os sigilos, Mendonça rebateu argumentos de Moraes. O colega havia solicitado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, acesso completo aos documentos . Moraes havia dito que o sigilo foi levantado em 15 procedimentos, mas isso não corresponderia à totalidade dos procedimentos relacionados à Pet 15.556 e ao caso Master. Pelo menos 180 ainda estavam mantidos em sigilo, o que, para Moraes, dificultaria a análise das provas pelos ministros. Na resposta, Mendonça negou o fato.

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