Lulinha processa vice de Flávio por vídeo com acusações de corrupção
Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), entrou hoje com uma ação contra Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), por um vídeo em que é acusado de corrupção.
Lulinha pede indenização de R$ 10 mil por danos morais. A defesa dele argumenta que o vídeo divulgado por Gaspar "ultrapassa os limites da crítica política e lhe atribuem, de maneira categórica, envolvimento com corrupção, tráfico de influência e valores desviados de aposentados e pensionistas."
Vídeo intercala falas de Gaspar com trechos de reportagens sobre Lulinha. Na postagem, o candidato a vice chama o filho de Lula de "estrela da corrupção" e diz que ele está "vivendo no luxo em detrimento da miséria do povo brasileiro."
O vídeo contém um aviso de conteúdo produzido com inteligência artificial. Para a defesa de Lulinha, o uso da ferramenta dá "maior impacto, capacidade de circulação e poder de associação visual" ao conteúdo.
A existência de procedimentos investigativos não equivale ao reconhecimento da prática dos ilícitos mencionados, tampouco autoriza que seus resultados sejam antecipados perante o público mediante afirmações categóricas de culpabilidade
O conteúdo impugnado ultrapassa, portanto, a crítica política e transforma fatos ainda submetidos a apuração em afirmações públicas de prática criminosa, atingindo diretamente a honra, a imagem e a reputação do autor
Lulinha também processou Flávio Bolsonaro. Na semana passada, o empresário acionou a Justiça para derrubar um vídeo que o associa às suspeitas de desvio do INSS.
Fábio Luís Lula da Silva é investigado pela PF por suposto tráfico de influência envolvendo negócios de cannabis medicinal. A investigação busca esclarecer se ele atuou junto ao Ministério da Saúde e ao gabinete da Presidência em favor da World Cannabis, empresa ligada ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Ele é alvo de outros dois inquéritos por suspeita de tráfico de influência. Um deles apura suposta atuação de Lulinha junto à Dataprev, empresa vinculada ao governo federal, para beneficiar um empresário e prospectar contratos. O terceiro inquérito, autorizado por Flávio Dino, investiga tráfico de influência envolvendo empresas parceiras do filho do presidente.
A reportagem está em contato com a comunicação de Gaspar e assim que um posicionamento for enviado este texto será atualizado.
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