69% dos consumidores temem comprar medicamentos falsificados pela internet, aponta pesquisa
Comprar pela internet já faz parte da rotina da maioria dos brasileiros, mas a relação muda quando o produto é um medicamento.
Uma pesquisa inédita realizada pelo Instituto QualiBest de Pesquisa de Mercado, a pedido da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), mostra que 69% dos consumidores temem adquirir medicamentos falsificados pela internet.
O receio aparece em um momento de mudanças nas regras para a comercialização de medicamentos em plataformas digitais.
Entre as principais preocupações dos consumidores também estão a possibilidade de receber produtos vencidos ou armazenados de forma inadequada, apontada por 59% dos entrevistados, e o risco de adquirir medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), citado por 54%.
A pesquisa mostra que a questão não é uma rejeição ao comércio eletrônico.
Pelo contrário: 95% dos entrevistados já realizaram compras online, e nove em cada dez afirmam que costumam verificar a segurança do site antes de concluir uma compra, principalmente por meio da credibilidade do vendedor e da experiência de outros consumidores.
O problema é que, quando o produto envolve saúde, a confiança no canal passa a ser apenas uma parte da equação.
Consumidores querem responsabilização dos marketplaces A preocupação com a procedência dos medicamentos também aparece na percepção dos consumidores sobre quem deve responder por eventuais irregularidades.
Para 85% dos entrevistados, marketplaces devem ser responsabilizados pela oferta de medicamentos falsificados, sem registro ou de procedência desconhecida em suas plataformas.
Continua após a publicidade Além disso, 82% consideram que a venda de medicamentos pela internet deve estar obrigatoriamente vinculada a uma farmácia ou drogaria autorizada.
Para 71%, medicamentos não devem ser tratados como mercadorias comuns nos marketplaces.
“ A aceitação da compra online de medicamentos está condicionada à existência de regras claras, responsabilização e supervisão profissional, e não apenas à conveniência do canal.
Há uma percepção de que medicamentos exigem um nível de controle superior ao de outras categorias vendidas pela internet”, afirma o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.
Continua após a publicidade A presença de profissionais também influencia a percepção de segurança.
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