Doméstica resgatada após trabalhar 55 anos sem salário não está mais na casa dos empregadores, diz MPT
A relação entre trabalho doméstico e racismo no Brasil A idosa de 62 anos resgatada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT) em condições análogas à escravidão de um imóvel localizado dentro de um condomínio de luxo, na cidade de Eusébio, Grande Fortaleza, não está mais na casa dos empregadores.
A informação foi confirmada ao g1 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Ainda segundo o órgão, a vítima não trabalha mais no local e teve sua rescisão concluída.
O MPT não informou, no entanto, para onde ela foi.
"O processo segue em tramitação e está sob sigilo", acrescentou o órgão em nota.
A defesa da família empregadora disse, em nota, que a doméstica deixou a residência no dia 27 de julho.
"Assim como vinha ocorrendo nos últimos anos, ela foi passar uma temporada na casa da irmã e de seus demais parentes no interior do Estado".
No momento, eles não possuem nenhum vínculo de trabalho ativo.
LEIA TAMBÉM: Como o caso de mulher que trabalhou 55 anos sem salário expõe a relação entre trabalho doméstico e racismo no Brasil Seis pontos para entender o caso da doméstica resgatada após trabalhar 55 anos sem salário O caso se desenrolou a partir de uma denúncia anônima ao Disque 100, contato do Governo Federal para receber, analisar e encaminhar denúncias de violações de direitos humanos.
De acordo com a auditoria, a mulher passou 55 anos sem receber salário.
Ela chegou à casa da família ainda aos sete anos de idade e não estudou.
Após o resgate, a vítima chegou a ficar por um tempo na casa dos empregadores.
Isso ocorreu porque os órgãos competentes entendiam que ela não tinha autonomia para morar sozinha.
No entanto, o cenário mudou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Ceará.