‘Nunca vi uma conjuntura tão complexa’, diz CEO da BrasilAgro (AGRO3); o que esperar dos dividendos?
Mesmo com mais de 30 anos de experiência no agronegócio, o CEO da BrasilAgro (AGRO3) , André Guillaumon, afirma que o momento atual vivido pelo setor é diferente de qualquer outro.
“O agro não é uma indústria diferente de qualquer outra.
O setor tem as mesmas dores e apertos que outros também estão passando.
Mesmo não estando diferente de outras indústrias, eu nunca vi uma conjuntura de vários fatores tão complexos no mesmo momento como agora .” Para explicar os fatores por trás desse momento mais delicado, o executivo separa sua análise em duas frentes: o cenário interno e o externo .
Os desafios no Brasil O primeiro obstáculo, já bastante conhecido pelo mercado e citado pelo CEO da BrasilAgro, é o atual patamar da taxa de juros.
“Qualquer empresa hoje, o melhor negócio que ela pode fazer é reduzir o endividamento no lugar de realizar novos investimentos.” Guillaumon ressalta que não está falando especificamente da BrasilAgro, mas do setor como um todo.
Segundo ele, a companhia se encontra em uma posição “muito privilegiada”. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "AGRO3", "AGRO3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "cdf5a65" } ); O CEO enxerga o agro devolvendo parte da bonança vivida nos anos anteriores, quando as margens eram elevadas.
Naquele período, entre 2020 e 2022, muitos produtores fizeram investimentos de forma moderada, enquanto outros avançaram de maneira mais agressiva, apostando na manutenção dos juros em níveis baixos.
A rápida elevação das taxas criou um problema estrutural importante para o setor.
Ao mesmo tempo, os anos de margens mais elevadas também estimularam a expansão das áreas agrícolas.
“De 2020 para cá, saímos de uma produção de soja de 135 milhões para 180 milhões de toneladas.
Ao mesmo tempo, a China, principal motor de crescimento da demanda global, deixou de aumentar o consumo no ritmo anterior.
Antes, o país ampliava o consumo em 6, 7, 8 ou até 10 milhões de toneladas por ano; agora, o incremento está praticamente estável em torno de 4 a 5 milhões de toneladas anuais.” A demanda continua crescendo, mas não mais na velocidade necessária para absorver a expansão da produção brasileira.
Isso leva, segundo Guillaumon, a um processo natural de ajuste entre oferta e demanda.
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