BNDES amplia aporte no Brasil Soberano 3 e plano chega a R$ 22,6 bilhões
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou de R$ 5 bilhões para R$ 9,1 bilhões sua participação no Plano Brasil Soberano 3.
Com o reforço, o orçamento total do programa de apoio a empresas afetadas por tarifas comerciais dos Estados Unidos e pelos conflitos no Oriente Médio passou para R$ 22,6 bilhões, segundo anúncio feito nesta terça-feira (1º), no Rio de Janeiro.
Do total previsto, R$ 8,8 bilhões serão destinados a exportadores e fornecedores atingidos pela aplicação de tarifas comerciais pelos Estados Unidos.
Outros R$ 6,8 bilhões irão para beneficiários exportadores e seus fornecedores que exportam para países do Golfo Pérsico, região afetada pelo conflito no Oriente Médio.
Os R$ 7 bilhões restantes serão divididos entre setores considerados estratégicos ao comércio exterior brasileiro.
Desse valor, R$ 1 bilhão será direcionado a empresas de setores industriais relevantes para a balança comercial, R$ 4 bilhões a empresas ligadas à fabricação de adubos e fertilizantes ou de intermediários para fertilizantes, e R$ 2 bilhões a empresas de atividades industriais e tecnológicas na cadeia de minerais críticos e estratégicos.
Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! As linhas de financiamento abrangem capital de giro, capital de giro para exportação, aquisição de bens de capital e investimentos para adaptação da atividade produtiva.
Também incluem investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva, ao adensamento da cadeia de produção, à inovação tecnológica e à adaptação de produtos, serviços e processos.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o plano ampliou o acesso das empresas brasileiras ao crédito em um período de maior instabilidade no comércio internacional.
Em nota, ele afirmou que a nova etapa fortalece setores da indústria, como fertilizantes e minerais críticos.
As taxas de remuneração das fontes de recursos vão de até 1,5% no caso do BNDES a até 5% nas demais instituições financeiras.
Os encargos financeiros variam conforme a finalidade do financiamento: 9,8% para capital de giro de grandes empresas, 8,3% para capital de giro de micro, pequenas e médias empresas e para capital de giro exportação, 8% para bens de capital, 6,5% para investimento e 3% para transformação de minerais críticos.
As empresas poderão protocolar pedidos de financiamento em até 15 dias, diretamente no BNDES ou em instituições parceiras.
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