Wall Street e Bolsas caem com preço do petróleo em alta e risco de inflação
As bolsas de valores da Ásia fecharam o dia majoritariamente em queda, pressionadas pela alta do petróleo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio. O cenário geopolítico também contamina a abertura dos principais mercados europeus e o pré-mercado de Nova York.
Os mercados da China continental fecharam o dia no vermelho. Em Xangai, o índice composto caiu 0,16%, aos 3.979,89 pontos, enquanto a Bolsa de Shenzhen registrou desvalorização de 0,70%, para 2.548,37 pontos.
As bolsas de Tóquio e Sydney acompanharam o movimento de desvalorização. No Japão, o índice Nikkei teve baixa de 0,15%, a 66.215,34 pontos, e, na Austrália, o indicador S&P/ASX 200 recuou 0,10%, para 9.066,70 pontos.
A maior baixa na região ocorreu na Bolsa de Hong Kong. O índice de referência Hang Seng recuou 0,9% e encerrou aos 25.329,73 pontos, sob o peso das ações da Shein, que chegaram a cair a 43,72 dólares locais na mínima do dia após a entrada da varejista no mercado acionário.
A gigante do varejo Shein estreou com leve queda na Bolsa de Hong Kong. Os papéis da empresa recuaram 0,12% e fecharam cotados a 48,50 dólares de Hong Kong, após o preço do IPO (oferta pública inicial de ações) ser fixado em 48,56 dólares de Hong Kong.
As ações em Taiwan e na Coreia do Sul contrariaram a tendência de queda. O índice Taiex saltou 1,80% em Taipé, acumulando 46.948,72 pontos, e o sul-coreano Kospi reverteu as perdas iniciais para fechar em alta de 0,23%, aos 6.835,80 pontos.
Mercados da Europa também abriram setembro em desvalorização. Por volta das 7h24, o Stoxx 600, índice pan-europeu que acompanha 600 empresas de grande, média e pequena capitalização de 17 mercados europeus desenvolvidos, recuava 0,55%, aos 647,54 pontos.
Perdas contaminam os principais índices acionários europeus . Às 7h26, os destaques negativos eram o DAX de Frankfurt (-0,97%), o FTSE de Londres (-0,77%), o IBEX de Madri (-0,92%), o FTSE de Milão (-0,99%) e o CAC de Paris (-0,2%). Na contramão, o PSI de Lisboa avança 0,47%.
Pré-mercado aponta para queda dos principais índices de Wall Street. Às 7h10, a baixa generalizada atingia os índices S&P 500 (-0,6%), Nasdaq (-1,03%) e Dow Jones (0,65%), composto majoritariamente por indústrias e bancos.
As bolsas de Nova York também fecharam a véspera em queda. O índice Dow Jones puxou a desvalorização do mercado, com queda de 0,7%, aos 53.185,90 pontos. S&P 500 e Nasdaq tiveram perdas mais moderadas, de 0,33% e 0,12%, respectivamente.
Tensões no Oriente Médio guiam mau humor do mercado . A nova escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã volta a assombrar os investidores. Ontem, os norte-americanos atacaram a ilha de Larak, e o Irã respondeu com ataques contra duas bases aéreas americanas na Jordânia.
Cotação do petróleo sobe e se sustenta acima de US$ 90. Por volta das 7h31, o Brent, referência internacional para o combustível, subia 4,01% e os contratos com entregas para dezembro eram negociados por US$ 91,91 por barril. Ontem, o valor subiu 4,55% e voltou a superar US$ 90.
Valorização eleva temores de avanço da inflação global.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.