Coletes Amarelos: o que foi o movimento de 2018 na França que pode ressurgir em 2026
PARIS — Os protestos que mobilizam estudantes na França desde setembro ganharam uma dimensão mais ampla ao incorporar críticas à violência policial, ao custo de vida e aos serviços públicos.
A mobilização começou com reivindicações sobre as condições de ensino, passou a atrair universitários, sindicatos e, agora, pode ter conseguido resgatar os antigos integrantes dos coletes amarelos, movimento que levou milhares de pessoas às ruas do país em 2018 e 2019.
A aproximação está no centro da convocação para este sábado (17), quando manifestações estão previstas em diversas regiões francesas .
A articulação ganhou força nas redes sociais, mas ainda há dúvidas sobre a capacidade de transformar a mobilização digital em participação efetiva nas ruas e sobre o grau de coordenação entre os diferentes grupos.
O movimento estudantil começou em meados de setembro, com reclamações sobre a infraestrutura das escolas, a falta de professores, as salas superlotadas e os horários de aula.
Também estão entre as críticas o Parcoursup, plataforma utilizada para organizar o ingresso no ensino superior francês, e as dificuldades enfrentadas pelos estudantes na transição para a universidade.
Com a expansão dos atos, a atuação policial passou a ocupar espaço crescente nas reivindicações.
Imagens de adolescentes feridos circularam nas redes sociais, ampliando a contestação à resposta das autoridades.
Em Lens, um estudante de 15 anos perdeu uma mão após ser atingido por uma granada de efeito atordoante, caso que levou o governo a proibir o uso de equipamentos policiais nas manifestações. (Foto: Abdul Saboor / Reuters) De reivindicações escolares a uma mobilização nacional Com a escalada dos conflitos e o tamanho crescente das manifestações, a pauta deixou de se limitar à educação.
Estudantes universitários, professores, pais, sindicatos e representantes políticos passaram a apoiar ou participar dos protestos, que incorporaram temas como desigualdade social, custo de vida, meio ambiente e participação política.
A mobilização ganhou força em plataformas digitais, especialmente no TikTok.
Segundo o Le Monde , dados da empresa de monitoramento Visibrain apontavam quase 460 mil publicações relacionadas aos protestos de 17 de outubro desde 27 de setembro.
O pico ocorreu em 11 de outubro, quando foram registradas cerca de 65 mil publicações em um único dia.
A convocação para a data, no entanto, não nasceu dentro do movimento estudantil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.