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A estratégia russa de provocar a Europa sem deflagrar uma guerra

CNN Brasil ·
A estratégia russa de provocar a Europa sem deflagrar uma guerra

É uma estratégia construída em torno de uma contradição.

Os ataques da Rússia à Europa visam fazer a guerra parecer mais próxima, sem iniciá-la.

Provocar, sem forçar uma resposta.

Alarmar, sem causar uma mudança real de comportamento.

Moscou escalou visivelmente seu conflito de “zona cinzenta” com a Otan na Europa na última semana.

Desde o domingo à noite, uma ferrovia na qual altos ex-funcionários ocidentais viajavam foi atacada por um drone russo, outro drone de provável origem russa foi abatido na Lituânia, um terceiro foi encontrado nas costas polonesas, um helicóptero dinamarquês foi atingido por muito pouco por um sinalizador russo, e trens holandeses foram paralisados por um ato de sabotagem ainda não reivindicado.

Nada disso é por acaso.

E ocorre após semanas de avisos de que Moscou buscaria escalar com a Otan — mas talvez não porque deseje ou possa arcar com um conflito total com a maior aliança militar da história.

Leia Mais Polônia reforça segurança na fronteira com Ucrânia após ataques russos Análise: Otan e UE condenam Rússia após drone invadir a Romênia Caças da Otan abatem drone que entrou no espaço aéreo da Letônia Em vez disso, o presidente russo Vladimir Putin tem dois objetivos, facilitados por uma administração Trump avessa a contrariá-lo com metade do mandato ainda pela frente, e pelas defesas aéreas da Ucrânia em um estado lamentavelmente desabastecido.

O primeiro é fazer com que o custo de apoiar a Ucrânia pareça real e crescente, e pese na mente dos eleitores europeus, enquanto partidos de direita pró-Rússia disputam o poder eleitoral em vários países da região.

O segundo é testar o Artigo 5 — a pedra angular da aliança da Otan, segundo a qual um ataque a um membro é um ataque a todos, e o incômodo de longa data de Putin.

Não haja dúvida: a Rússia está saindo impune de sabotagens, violações de fronteira e planos de assassinato que, na Guerra Fria, teriam gerado angústia existencial.

Agora, parece algo corriqueiro.

Como me disse um diplomata europeu: “O que está acontecendo agora teria acionado o Artigo 4 da Otan há apenas alguns meses”, referindo-se à cláusula do tratado da aliança que convoca uma reunião de emergência diante de uma crise.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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