Usar cosméticos influenciado pelas redes sociais é mau negócio para a pele
O consumo de cosméticos impulsionado pelas redes sociais parece fazer mais mal do que bem para a pele.
Um estudo recente publicado no Journal of Cosmetic Dermatology mostrou que essa prática está fortemente associada a danos na barreira cutânea e ao agravamento da acne .
A compra de produtos influenciada pelas redes sociais correlacionou-se com danos à camada que protege a pele e uma maior prevalência de espinhas em comparação com as pessoas que não compraram esse tipo de cosmético.
Os danos à barreira cutânea aumentaram com o número de produtos utilizados, atingindo 77,8% entre os pacientes que usavam mais de cinco produtos.
Devido ao delineamento do estudo, os resultados demonstram associações, e não causalidade.
Mas um dermocosmético não deve ser escolhido apenas porque funciona para outra pessoa ou porque determinado ativo está em alta nas mídias sociais.
Continua após a publicidade A barreira cutânea é uma estrutura dinâmica e pode ser alterada quando há uso excessivo ou combinado de produtos com potencial irritativo, especialmente quando a pessoa associa vários ácidos, retinoides, esfoliantes ou outros ativos sem considerar a frequência e a tolerância da própria pele.
Isso pode levar a ressecamento, ardor, descamação, vermelhidão e aumento da sensibilidade.
Quanto maior o número de produtos e etapas incorporados à rotina, maior também pode ser a exposição cumulativa a substâncias potencialmente irritantes.
Continua após a publicidade No estudo, a plataforma e o tipo de conta foram importantes; o uso do TikTok e o seguimento exclusivo de influenciadores estiveram associados a maiores compras, atraso no atendimento médico e maior gravidade dos sintomas, enquanto seguir dermatologistas teve um efeito protetor.
Ou seja, a produção de conteúdo baseada em evidências por dermatologistas nas plataformas de redes sociais pode contribuir positivamente para o processo de cuidado ao paciente.
Continua após a publicidade O trabalho incluiu 408 pacientes com idades entre 12 e 45 anos que compareceram a uma clínica dermatológica ambulatorial.
A idade média foi de 20,9 anos e 77,5% dos participantes eram do sexo feminino.
Um dos principais problemas de seguir exclusivamente recomendações encontradas nas redes sociais é que isso pode dar ao paciente a falsa impressão de que problemas como a acne podem ser controlados indefinidamente com produtos cosméticos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.