Novas regras contra cera aumentam tempo de bola rolando no Brasileirão
As novas regras aprovadas no último dia 10 pelos clubes da Série A e da Série B do Campeonato Brasileiro para tentar reduzir a cera de jogadores durante as partidas não demoraram a surtir efeito.
No primeiro fim de semana em vigor, nos nove primeiros jogos da 23ª rodada da Série A, o conjunto de medidas já causou um aumento de cerca de 5% no tempo médio de bola rolando.
Receba notícias de ESPORTES: entre na Comunidade do Bem Paraná Segundo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), até a pausa para a Copa do Mundo, a média de bola rolando nas partidas era de 52 minutos e 54 segundos, número distante da meta de 60 minutos definida pela Fifa (Federação Internacional de Futebol).
Após os nove jogos deste sábado e domingo, o tempo ficou em 55 minutos e 29 segundos.
A média supera o tempo de bola em jogo de grandes ligas europeias, como a da Inglaterra (55min23), da Espanha (55min08) e da Itália (54min28).
A rodada ainda será concluída nesta segunda-feira (17), com o duelo entre Internacional e Remo, no Beira-Rio, em Porto Alegre, às 20h (horário de Brasília).
Uma das principais novidades é a retirada de um atleta de linha em caso de atendimento ao goleiro.
Quando o arqueiro necessitar de atenção médica em campo, o técnico ou o capitão do time deverá indicar ao árbitro um jogador de linha que ficará fora da partida pelo período de um minuto.
No duelo entre Vasco e Santos no domingo (16), em São Januário, Neymar precisou deixar o campo temporariamente, após atendimento ao goleiro Gabriel Brazão.
Outras medidas contra a cera, como é conhecido o artifício usado para retardar o jogo, incluem um limite de cinco segundos para as batidas de tiro de meta.
Há ainda um limite de dez segundos para o jogador substituído deixar o gramado.
“Esse primeiro fim de semana com a implementação das novas regras traz um balanço muito positivo.
Ainda é prematuro falar em uma consolidação dos resultados, mas já foi possível perceber avanços importantes em diversos jogos”, afirmou Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF.
“O aumento do tempo de bola rolando contribui diretamente para um jogo mais fluido, mais dinâmico e, principalmente, para a entrega de um produto cada vez melhor ao torcedor”, acresentou Góes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.