Romeu Zema usa trilhos de ferrovia de Curitiba para criticar o PT: “maiores retratos do atraso”
O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema , publicou um vídeo nas redes sociais nesta quarta-feira (12) em que se posiciona ao lado de trilhos de uma ferrovia em Curitiba , associando a questão à falta de investimentos em infraestrutura ferroviária no Brasil durante a gestão do PT.
No vídeo, o político defende a ampliação da malha ferroviária como alternativa para reduzir custos de transporte e logística no país. No entanto, a existência de trilhos de trem de carga na área urbana da cidade é alvo de mobilização da prefeitura e do Governo do Paraná , que buscam junto a autoridades federais a construção de um contorno ferroviário , tirando os trens das regiões povoadas da cidade.
Nas redes sociais, Zema citou a Nova Ferroeste, um projeto que prevê mais de 1,5 mil quilômetros de ferrovias ligando o Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá.
Durante o vídeo, Zema argumentou que a ferrovia em Curitiba representa o “atraso do Brasil do PT” . Ele destacou que quase 80% de toda a carga do país é transportada por caminhão, não por ser mais barato, mas pela ausência de investimentos em ferrovias.
Segundo Zema, o Brasil perde anualmente mais de R$ 90 bilhões por essa deficiência, resultando em pedágios e fretes mais caros, além da demora na chegada de grãos aos navios.
Zema apresentou a Nova Ferroeste como um modelo de solução para a logística nacional e questionou a lentidão no processo de licenciamento do projeto. Ele prometeu que, com sua gestão, o Estado brasileiro “vai parar de travar o próprio caminho com a burocracia “.
O candidato do Novo também propôs que obras estruturantes de interesse nacional tenham seu licenciamento concentrado exclusivamente na União . Ele afirmou que isso retiraria de estados e municípios a possibilidade de interferir no andamento dos empreendimentos.
Fui em um dos maiores retratos do atraso do PT no Paraná e no Brasil. pic.twitter.com/BODeNHTRpq
Apesar da defesa de Zema pela expansão ferroviária, a situação dos trilhos na área urbana de Curitiba é alvo de críticas da própria administração municipal. O prefeito Eduardo Pimentel tem defendido a retirada do trecho ferroviário que atravessa a capital . Além disso, o prefeito também busca a construção de um contorno ferroviário para o tráfego de cargas, conforme já abordado em outra ocasião.
A discussão ganhou mais força após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) abrir uma consulta pública sobre a nova concessão da Malha Sul. Este sistema ferroviário atende estados das regiões Sul e Sudeste, e sua definição se estenderá pelos próximos 30 anos.
Pimentel afirmou que Curitiba não pode continuar convivendo com o s impactos provocados pela passagem dos trens de carga em áreas urbanizadas por mais três décadas. Segundo o prefeito, a circulação dos trens interfere diretamente na rotina da população, cortando a cidade ao meio, fechando passagens e atrasando a vida de quem precisa se deslocar diariamente.
O prefeito ressaltou que a ferrovia em Curitiba afeta a mobilidade , a segurança e a qualidade de vida dos curitibanos.
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