Campanha de Flávio rebate nota do Missão sobre filiação: 'Molecagem'
Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência disseram à coluna que a nota do partido Missão sobre a filiação fraudulenta do candidato não tem sentido e não esclarece o que ocorreu. A equipe de Flávio tentou fazer o registro de sua candidatura presidencial no TSE nesta manhã, mas não conseguiu porque ele foi filiado ontem ao Missão.
O partido de Renan Santos diz que o gabinete de Flávio Bolsonaro no Senado teria sido avisado sobre a tentativa de filiação no dia 2 de agosto. Um integrante da campanha de Flávio classifica como "molecagem" a nota do partido adversário.
Nos bastidores, a campanha do PL faz uma série de perguntas: Como o Missão sabia da tentativa de filiação? Em qual sistema tentaram filiar Flávio no dia 2? Por que o Missão avisou o gabinete, e não o TSE? O que a equipe de Flávio poderia fazer se estavam tentando filiar ele em outra legenda?
Uma fonte do Missão disse à coluna que foram feitos mais de 30 mil pedidos de filiação e que o partido não checou uma por uma.
De acordo com a campanha de Flávio, ele não precisaria ser "desfiliado" do PL para ser filiado ao Missão: basta uma pessoa ser registrada em outro partido que a filiação anterior cai automaticamente. Em outras palavras, o PL não teria que fazer uma ação específica para o senador sair do partido e entrar em outro.
De acordo com outra fonte, se o Missão detectou uma fraude no dia 2 por pessoas tentando registrar alguém no sistema deles, cabe à legenda avisar a Justiça Eleitoral. "Só o TSE consegue responder quem fez isso no sistema."
O TSE já confirmou que não se trata de uma invasão hacker, mas, sim, de uma ação específica feita por alguém com acesso e senha no sistema do tribunal.
A equipe de Flávio protocolou no TSE um pedido para que o caso seja investigado, além da imediata desfiliação do Missão e seu restabelecimento como integrante do PL.
O tribunal disse que o caso será investigado pela procuradoria eleitoral.
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