O caminho para colocar o Brasil no trilho certo
As eleições de 2026 trazem ao centro do debate nacional uma questão que afeta diretamente a produtividade econômica, a inclusão social e a qualidade de vida de milhões de brasileiros: o futuro do transporte sobre trilhos.
Não se trata de uma pauta restrita à infraestrutura; é um debate crucial sobre o desenvolvimento de um país em que 31% da população, e cerca de 61,5 milhões de eleitores nas principais regiões metropolitanas, vivem sob a urgência de deslocamentos mais eficientes e sustentáveis.
Diante desse contexto, a ANPTrilhos apresenta aos candidatos à presidência da República e governos estaduais três eixos de propostas com o intuito de colocar a mobilidade sobre trilhos entre as prioridades dos futuros governantes.
Mais do que uma bandeira de governo, trata-se de uma agenda de política pública fundamental para o desenvolvimento do país nos próximos anos.
Conheça o JOTA PRO Eleições, cobertura eleitoral especial do JOTA que oferece transparência e previsibilidade para empresas A primeira delas é oferecer uma tarifa mais justa para quem usa o transporte público (modicidade tarifária).
Por meio de um financiamento compartilhado entre União, estados e municípios, é possível reduzir o peso da tarifa sobre o passageiro sem comprometer a qualidade dos serviços.
O novo modelo deve assegurar recursos estáveis e previsíveis para o custeio da operação, pela adoção de mecanismos associados ao transporte individual, pela modernização do Vale-Transporte, pelo custeio das gratuidades nos respectivos orçamentos públicos e por instrumentos voltados à população mais vulnerável.
A segunda busca dar mais eficiência ao uso desses recursos com a integração entre os municípios.
Para tal finalidade, é fundamental uma ação coordenada entre os três níveis de governo.
Pretendemos favorecer a criação de instâncias de governança metropolitana com autoridade para planejar e gerir o transporte de forma integrada, de modo a superar a fragmentação que prejudica o passageiro e encarece o sistema.
O fortalecimento institucional e a segurança jurídica são garantias para a longevidade das políticas públicas de mobilidade sobre trilhos.
Por fim, entendemos que o Brasil precisa instituir uma agenda permanente de expansão da rede metroferroviária, ou seja, ter a mobilidade coletiva como uma política de Estado.
Serão necessários investimentos contínuos, previsíveis e articulados entre União, estados, municípios, além de instituições financeiras, organismos multilaterais e iniciativa privada.
A meta deve ser alcançar o patamar mínimo de R$ 20 bilhões por ano, número que parte do ENMU do BNDES, garantindo escala e continuidade aos investimentos e permitindo tirar do papel projetos estruturantes.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.