Leia todas as 19 exigências de Flávio para abrir sigilo como Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta 4ª feira (21.out.2026) no Tribunal Superior Eleitoral uma petição com 19 condições para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Leia íntegra (PDF – 415 kB).
O documento, endereçado ao ministro André Mendonça , é uma resposta ao desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band , no domingo (18.out).
A petição foi apresentada na reta final da campanha do 2º turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Na 3ª feira (20.out), a defesa de Lula já havia protocolado no TSE um pedido de abertura de sigilo, condicionado à ação recíproca do senador.
Flávio declara na petição aceitar a abertura de seus próprios sigilos referentes aos últimos 20 anos, incluindo os de familiares e de 4 empresas das quais é sócio ou administrador.
A equipe jurídica de Flávio classificou a proposta original de Lula como uma “gaveta vazia” , argumentando que o presidente deixa de fora investigações como a operação Lava Jato , o caso do Banco Master e as fraudes contra aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Na petição, Flávio autoriza ainda abertura de seus próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e a divulgação de mensagens trocadas com Vorcaro sobre os R$ 134 milhões transferidos pelo banqueiro ao fundo do filme “Dark Horse”, que narra a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
19 PEDIDOS Os pedidos se organizam em 5 frentes e têm como alvo informações financeiras, telefônicas e administrativas envolvendo Lula, seus familiares e pessoas próximas ao governo.
1– MARCOLA Flávio requer a quebra de sigilo de Marco Aurélio Santana Ribeiro , o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente Lula.
2– SIGILO DE LULINHA Na frente relativa a empresas e pessoas ligadas à família presidencial, Flávio exige a quebra de sigilos bancários de Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha, e de sua mulher Renata de Abreu Moreira.
Pede também de empresas vinculadas ao filho mais velho de Lula, como G4 Entretenimento, BR4 Participações, Gamecorp, LLF Participações, FFK Participações, Flexbr Tecnologia e a sociedade offshore Synapta.
O documento inclui também pedidos sobre empresas de outros filhos do presidente, Lurian , Marcos Cláudio, Sandro Luís e Luís Cláudio, além de negócios do empresário Fernando Bittar, sócio de Lulinha em empreendimentos como TV Araras , Coskin Assessoria e M7 Produções.
A lista contempla ainda o Instituto Lula e seu ex-presidente Paulo Okamotto , além da empresa L.I.L.S.
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