Alckmin diz que Flávio Bolsonaro fez 19 exigências e não quer abrir sigilo: 'Vida pública é pública, tem que ser transparente'
Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) TV Globo O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta quarta-feira (21), após cumprir agenda em São Paulo, que o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, fez 19 exigências para abrir seus sigilos e que, na avaliação do vice, não quer torná-los públicos.
Alckmin defendeu que presidente e vice-presidente não deveriam ter sigilos fiscal, bancário nem telefônico.
“Eu acho até que quem é eleito presidente e vice-presidente não devia ter sigilo, nem fiscal nem bancário nem telefônico.
Vida pública é pública, tem que ser transparente.
Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado.
Agora não é possível ter vida pública e não prestar contas para a sociedade”, disse Alckmin na Casa de Portugal, na região da Liberdade.
O vice-presidente também afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordou com as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro.
“O candidato Flávio Bolsonaro fez 19 exigências para abrir o sigilo.
Ele não quer abrir o sigilo.
Está dando desculpa.
Agora, a campanha do presidente Lula se pronunciou por meio de Camilo Santana: nós concordamos com os 19 [pontos], pode abrir”, declarou. 'Desafio dos sigilos': veja as diferenças das manifestações de Lula e Flávio sobre divulgação de dados Alckmin voltou a criticar o senador do PL e disse que ele não respondeu os pontos levantados durante o debate realizado na Band no último domingo (18).
“Nada do que foi levantado no debate, inclusive desrespeitoso com o presidente, ele não respondeu nada.
Nós concordamos com as 19 exigências”, afirmou.
Nesta quarta, o coordenador político da campanha de Lula, senador Camilo Santana (PT-CE), disse que a campanha de Lula vai ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22) protocolar a resposta ao senador Flávio Bolsonaro.
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