Imperador do mundo
O discurso de Donald Trump no plenário da Assembleia Geral da ONU foi mais uma demonstração explícita de poder, disfarçando um imperador de todo o planeta.Ao reafirmar a Doutrina Monroe e declarar a disposição de usar “poderio militar incomparável” na América Latina, Trump desvelou toda sua periculosa insanidade e ignorou solenemente o espírito multilateral mantenedor do alicerce da ONU.A intervenção na Venezuela, celebrada como “vitória estratégica”, foi exibida como modelo de ação, vangloriando-se Trump da detenção de Nicolás Maduro.Abandonando qualquer amarra a valores, princípios e critérios, defendeu a guerra como força de vontade para ocupar, vencer e saquear.
Disse ele: “Ao vencedor pertencem os despojos”, justificando os fins pelos meios de uso das bombas como instrumento extremo de violência no cenário geopolítico.
Cuba também foi alvo de sua ofensiva.
Ao garantir a asfixia econômica até provocar o colapso do regime, Trump elevou a pressão como prazer de fazer o mal.O México, por sua vez, foi advertido com dureza: os cartéis, equiparados ao Estado Islâmico, entram no radar de tratamento belicoso – “execução, exílio ou captura”.No Oriente Médio, o presidente reivindicou ter “tornado real” a paz, ao proferir novas ameaças a Teerã, na condição de grande bufão, pois o Irã é páreo duro.A fala obstinada produziu a síntese dos piores e mais descontrolados imperadores, misturando Nero, Calígula, Leopoldo, Khan, Hitler e Stalin num resumo da escória.O mais aterrador, para além da interpretação honesta, é a apatia dos países, como se dentro de sua própria casa o mundo amargasse sua mais humilhante derrota.Ou se constrói resistência civilizada ou haverá choro e ranger de dentes.
Quem terá coragem de colocar o guizo no pescoço do cachorro louco?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.