O novo mantra da Minerva (BEEF3), segundo o BTG; é hora de comprar ou vender?
A desalavancagem se tornou o “novo mantra” da Minerva Foods ( BEEF3 ), segundo o BTG Pactual .
Apesar de reconhecer os avanços esperados no balanço e calcular potencial de valorização de 76,3% para as ações em relação a última cotação, o banco ainda prefere observar a tese de fora.
O BTG manteve recomendação neutra para a Minerva, com preço-alvo de R$ 7 para os próximos 12 meses.
A avaliação foi publicada após o encontro anual da companhia em Barretos (SP), cidade de origem da Minerva.
Para os analistas, a administração demonstrou otimismo com a consolidação e a captura de sinergias daquela que se tornou uma das maiores plataformas de carne bovina do mundo.
Ao mesmo tempo, o encontro reforçou a necessidade de enfrentar a elevada alavancagem para que os acionistas consigam, finalmente, capturar o valor que o crescimento da empresa deveria gerar.
Desalavancar antes de distribuir dividendos Um dos principais sinais apresentados pela administração foi a decisão de não acelerar o pagamento de dividendos enquanto o índice de cobertura da dívida não alcançar 35% do Ebitda.
De acordo com o diretor financeiro da Minerva, esse patamar seria atingido quando a alavancagem recuasse para 1,7 vez o Ebitda , ante aproximadamente 3 vezes ao final do segundo trimestre de 2026.
Minerva (BEEF3) responde à CVM e confirma dividendos mínimos Na prática, segundo o BTG, a companhia precisaria reduzir a dívida líquida quase pela metade antes de considerar dividendos extraordinários.
O banco recebeu a estratégia de forma positiva.
No atual cenário de juros, as despesas financeiras consomem uma parcela significativa do fluxo de caixa operacional, tornando a distribuição de dividendos uma das destinações de capital menos recomendáveis neste momento.
Alívio de R$ 1,3 bilhão no capital de giro A Minerva também espera um segundo semestre mais favorável para o capital de giro.
Assim como no ano passado, a companhia carregou estoques de carne bovina acima do nível considerado normal em alguns mercados, especialmente nos Estados Unidos.
O BTG estima que os estoques tenham alcançado o equivalente a 37 dias do custo dos produtos vendidos no segundo trimestre, acima da média de 30 dias dos últimos cinco anos, mas abaixo dos 46 dias registrados no mesmo período do ano passado.
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