Caso Master atinge Flávio Bolsonaro e amplia desgaste nas redes, aponta estudo
O caso Banco Master provocou desgaste nas redes sociais para a família Bolsonaro e atingiu diretamente Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, segundo levantamento da Palver divulgado nesta quarta-feira (16).
O estudo analisou as conversas em redes sociais e aplicativos de mensageria entre 8 e 16 de setembro, período marcado pela crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) e pela sessão extraordinária realizada na terça-feira (15).
Segundo a Palver, nas conversas especificamente relacionadas ao caso Master, o desgaste recai principalmente sobre a família Bolsonaro e sobre o STF.
Lula e o PT aparecem em um patamar inferior, enquanto Banco Central, Senado e Câmara registram participação residual.
O gráfico apresentado pela Palver mostra que a família Bolsonaro registra associação crítica de cerca de 44% no WhatsApp, 65% no X, 37% no Instagram e 32% no YouTube.
Lula, PT e governo aparecem em patamar consideravelmente inferior: cerca de 23% no WhatsApp, 14% no X, 6% no Instagram e 10% no YouTube.
Banco Central, Senado e Câmara apresentam índices ainda menores.
Segundo o levantamento, a responsabilização de Lula ocorre por um mecanismo diferente e de menor intensidade, relacionado à associação entre Alexandre de Moraes e o campo governista e à interpretação, presente nas conversas analisadas, de que o aparato federal citado nas mensagens de Daniel Vorcaro é comandado por nomes indicados pelo governo.
Crise do STF tem impacto limitado sobre o voto Apesar da forte circulação da crise nas redes, o levantamento aponta uma conexão reduzida entre o episódio e a disputa presidencial.
A parcela das conversas sobre a crise do STF que menciona voto ou eleição varia de 1% a 6%, dependendo da plataforma.
O X registra o maior índice, com 6%, seguido pelo Facebook, com 3%.
Instagram, aplicativos de mensageria e TikTok aparecem com 2%, enquanto o YouTube registra 1%.
Mesmo dentro desse universo reduzido, o comportamento predominante é o reforço de uma escolha eleitoral já feita.
Entre as publicações que relacionam a crise à eleição, a proporção que confirma uma posição anterior varia de 37% a 75%, conforme a plataforma.
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