Unacon inicia radiocirurgia e garante tratamento mais rápido e com menos efeitos colaterais
Tecnologia de ponta, cuidado mais humano e recuperação acelerada formam os pilares do novo método adotado no tratamento de pacientes com câncer em Rio Branco.
No fim de setembro, o Serviço de Radioterapia do Hospital do Câncer do Acre (Unacon), localizado em Rio Branco, passou a realizar, pela primeira vez na história do estado, procedimentos de radiocirurgia.
A radiocirurgia é uma técnica moderna de radioterapia que utiliza feixes de radiação extremamente precisos para tratar tumores e outras lesões.
Foto: José Caminha/Secom A implantação da radiocirurgia representa um avanço decisivo para a saúde pública acreana.
Além de ampliar o acesso da população a uma tecnologia de alta complexidade, o novo recurso reduz a necessidade de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), diminui custos indiretos para o sistema de saúde e evita o desgaste físico e emocional de pacientes e familiares que antes precisavam buscar atendimento especializado em outros estados.
O radio-oncologista Melk Hadad explica que, apesar do nome, a radiocirurgia não envolve cortes ou procedimentos invasivos.
Trata-se de uma técnica moderna de radioterapia que utiliza feixes de radiação extremamente precisos para cuidar de tumores e outras lesões, sem necessidade de internações prolongadas.
“A radiocirurgia é indicada principalmente para pacientes com metástases cerebrais e tumores no cérebro.
Fora da região cerebral, também pode ser aplicada em lesões no fígado, rins, glândulas adrenais e vértebras.
O método segue o mesmo princípio da radioterapia estereotáxica, mas com a vantagem de poder ser realizado em uma única sessão ou em até três frações, dependendo do caso”, explica.
Radio-oncologista Melk Hadad explica que procedimento é um avanço histórico.
Foto: José Caminha/Secom Menos invasivo Antes da implantação da técnica no Acre, pacientes com metástase cerebral eram submetidos a tratamentos mais longos, com cerca de dez aplicações que irradiavam todo o cérebro.
“Com a radiocirurgia, apenas a área da lesão recebe radiação, preservando as estruturas ao redor e reduzindo efeitos colaterais importantes, como alterações cognitivas, perda de memória e dificuldades de raciocínio”, informa Hadad.
O especialista reforça que o procedimento representa um avanço pioneiro no Estado.
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