Renan Santos é de esquerda ou direita? Entenda a ideologia do candidato à presidência
Ex-pupilo bolsonarista, fundador e uma das principais lideranças do reacionário Movimento Brasil Livre (MBL), o paulista Renan Antônio Ferreira dos Santos, de 42 anos, atual candidato à Presidência do Brasil pelo partido Missão, é um dos nomes de uma direita ultraliberal e não mais apoiada nas plataformas tradicionais de projeção política.
O Missão, criado nas bases do MBL, é fruto principalmente pela dimensão midiática do candidato, que tem 1,5 milhão de seguidores no Instagram e foi, por isso, proibido de participar do horário eleitoral gratuito na TV e no rádio.
Segundo Renan Santos, a proposta da campanha presidencial é fundar uma direita “programática” no Brasil , em oposição ao que chama de “projeto fracassado” do bolsonarismo como agenda política.
Uma direita “programática” O estatuto do Missão, registrado no TSE, estabelece expressamente que a legenda tem “caráter liberal” e defende “o regime democrático, os direitos fundamentais, as liberdades civis e a economia liberal”, com o Estado atuando como regulador.
Em entrevista à BBC News Brasil, em abril de 2026, Renan Santos afirmou estar “à direita de Flávio Bolsonaro” .
O fundador do MBL também já teve passagem pelo PSDB, entre 2010 e 2015, mas protagonizou sua maior atuação política em 2014, durante as mobilizações que se seguiram aos protestos nacionais de 2013 e deram início ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.
O movimento organizava marchas de rua, atuava em comitês pró-impeachment no Congresso Nacional e monitorava os votos de parlamentares a favor do afastamento da presidenta.
Da aproximação ao rompimento com o bolsonarismo Depois de apoiar a ascensão do bolsonarismo como reação antipetista na política brasileira, Renan Santos adotou, nos últimos anos, uma postura dissidente em relação à família, à medida que escândalos nacionais tornavam o movimento mais fragmentado.
Em maio deste ano, já completamente desgarrado do background bolsonarista, Renan afirmou que a direita brasileira havia sido “leniente e condescendente” com falhas e crimes atribuídos à família Bolsonaro.
Para ele, o eleitorado conservador teria sido “enganado” durante anos e o bolsonarismo “nunca teve proposta para o Brasil”.
Diferente de Zema e Caiado, candidatos que ainda buscam o reconhecimento dos setores pró-bolsonaristas para alavancar as candidaturas, o líder do MBL quer se vender, como ele mesmo diz, como opção ainda mais liberal do que os Bolsonaro, que classifica como “uma direita pró-corrupção”.
Segurança pública e “Direito Penal do Inimigo” O plano de governo de Renan propõe classificar integrantes de organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como inimigos da ordem pública, no modelo do chamado “Direito Penal do Inimigo”.
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