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Economia

Dólar cai a R$ 5,15 e Bolsa abre mês em alta, com PIB e petróleo no radar

UOL Economia ·
Dólar cai a R$ 5,15 e Bolsa abre mês em alta, com PIB e petróleo no radar

O dólar abriu setembro em alta, cotado a R$ 5,20, após fechar agosto com alta de 2% ante o real. A sessão hoje é influenciada pela reação dos agentes de mercado à desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no Brasil, e pela persistente alta do preço do petróleo no exterior, que influencia negativamente as Bolsas.

Dólar abre setembro em alta. No comercial para a venda, a moeda americana era cotada às 9h a R$ 5,194, variação de 0,26% ante fechamento de agosto .

Moeda americana subiu 2% em agosto. A cotação subiu de R$ 5,07 a R$ 5,18 no período, marcado por volatilidade puxada pelas apostas em alta dos juros nos Estados Unidos e nova escalada de tensão entre Estados Unidos e Irã na guerra que já dura seis meses.

No exterior, alta do petróleo alimenta aversão a risco . O contrato futuro do barril do tipo Brent, referência internacional da commodity, com entrega para dezembro subia 4,30% às 9h, cotado a US$ 92,92, cerca de 30% acima dos preços praticados antes do conflito.

Índices acionários têm queda nas principais Bolsas da Ásia, Europa e Estados Unidos. O desempenho é influenciado pela alta do petróleo, que mantém no cenário pressões de inflação que podem levar os bancos centrais pelo mundo a elevar juros — um ambiente que é prejudicial ao crescimento de vendas e de lucros das empresas que têm ações no mercado.

No ambiente doméstico, investidores reagem aos dados do PIB, divulgados pelo IBGE hoje. A economia brasileira perdeu fôlego e cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 , na comparação com os primeiros três meses deste ano. Com a variação, o PIB (Produto Interno Bruto) nacional acumula alta de 1,9% nos últimos quatro trimestres.

Bolsa brasileira é influenciada pelo fluxo externo. Os estrangeiros respondem por cerca de 60% do giro de negócios na B3. Por isso, quando um quadro de aversão a risco afasta esses aplicadores do nosso mercado, o potencial de valorização das ações aqui perde força.

Em agosto, por exemplo, esse movimento foi determinante para queda do Ibovespa . O índice das ações mais negociadas na B3 caiu 0,3% no mês passado , depois de cair 6,55% nos primeiros 11 pregões, quando o saldo líquido de aplicações dos estrangeiros foi negativo em mais de R$ 20 bilhões, e recuperar 6,66% nos dez últimos, quando esse grupo voltou a injetar recursos.

Dados da B3 mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 18,4 bilhões da Bolsa brasileira até 27 de agosto. O valor supera o saldo positivo acumulado em todo o ano até a mesma data, de R$ 17,92 bilhões. A concentração das saídas em agosto reforça a percepção de que o investidor estrangeiro teve papel importante na pressão sobre os ativos brasileiros durante a primeira metade do mês. Einar Rivero, sócio fundador da Elos Ayta

Mesmo com recuo em agosto, o Ibovespa manteve a liderança entre os investimentos analisados no acumulado de 2026, com retorno de 10,11%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

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