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Câmara cobra explicações sobre letras apagadas em prova de concurso de Jardim

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Câmara cobra explicações sobre letras apagadas em prova de concurso de Jardim

A Câmara Municipal de Jardim notificou o IAN (Instituto de Avaliação Nacional), responsável pela organização e execução do concurso público realizado no último domingo (16), para prestar esclarecimentos sobre as supostas irregularidades apontadas por um candidato ao cargo de advogado.

A denúncia envolve diferenças na impressão das alternativas da prova, que teriam permitido identificar previamente as respostas corretas.

A medida foi tomada após a repercussão de uma denúncia feita pelo advogado Thin Sam dos Santos, que procurou a Polícia Civil e também informou ter protocolado representações no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e no TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado).

Em ofício encaminhado ao presidente do IAN, Ronilton da Silva Loiola, na sexta-feira (21), a presidente da Câmara, Tereza Aparecida Ribeiro Moreira Ortiz, notificou a empresa para apresentar, no prazo máximo de dois dias úteis, um relatório detalhado sobre as provas aplicadas no concurso.

A Câmara questiona especificamente se a prova destinada ao cargo de advogado apresentou impressão diferente das demais, com letras mais apagadas, e, em caso positivo, qual teria sido a origem da inconsistência.

Também foi solicitado que o IAN informe se a mesma falha pode ser identificada em provas destinadas a outros cargos e se é possível confirmar que algum candidato tenha obtido 100% de aproveitamento na avaliação para advogado.

Denúncia - Segundo a denúncia apresentada pelo candidato, durante a prova do tipo A para o cargo de advogado ele percebeu que algumas alternativas apresentavam as letras com tonalidade aparentemente diferente, mais clara ou apagada.

Thin Sam afirmou que decidiu testar o padrão identificado e marcou, nas 40 questões, as alternativas que apresentavam a suposta diferença gráfica.

Depois da divulgação do gabarito oficial, segundo ele, todas as respostas assinaladas estavam corretas.

O candidato classificou a situação como possível falha de impressão ou fraude e pediu investigação sobre as circunstâncias de produção e distribuição das provas.

No ofício enviado ao IAN, a Câmara reproduziu os principais pontos da denúncia e também mencionou comentários feitos por outras pessoas nas redes sociais sobre supostas ocorrências durante o concurso, incluindo relatos de problemas em provas de outros níveis e cargos.

A Presidência, porém, não afirma que essas situações tenham efetivamente ocorrido.

No documento, apenas solicita que a banca esclareça se houve registros de ocorrências semelhantes.

Câmara cobra registros - Entre os questionamentos encaminhados ao instituto está a existência de registros em atas durante a aplicação das provas sobre falhas de impressão ou reclamações de candidatos relacionadas a letras apagadas.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.

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